
O Brasil deve registrar um aumento expressivo nos casos de câncer de rim nas próximas décadas. Segundo estimativas da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), a incidência da doença pode crescer cerca de 79% até 2050 no país. O dado reforça a importância da conscientização sobre a doença, tema da campanha Junho Verde, dedicada à prevenção e ao diagnóstico precoce dos tumores renais.
Embora esteja entre as dez neoplasias mais frequentes no mundo, o câncer de rim costuma evoluir de forma silenciosa e apresentar poucos sintomas em suas fases iniciais. “Em muitos casos, o diagnóstico ocorre durante exames realizados por outros motivos. Quando surgem, os sinais podem incluir sangue na urina, fadiga, perda de peso sem causa aparente e dor persistente na região lombar”, explica o oncologista Carlos Fruet.
Diferentemente de outros tipos de câncer, não existe um programa de rastreamento populacional específico para o de rim. “A identificação dos fatores de risco e o acompanhamento médico são fundamentais, especialmente entre pessoas com maior predisposição para a doença”, comenta o médico.
Obesidade, hipertensão arterial, tabagismo e sedentarismo estão entre os principais fatores associados ao desenvolvimento da neoplasia de rim. A incidência também é mais comum após os 50 anos e apresenta maior ocorrência entre os homens.
“Quando identificado precocemente, a chance de cura é alta. Em muitos casos, a cirurgia é suficiente para a remoção do tumor, preservando parcial ou totalmente a função renal. Já nos quadros mais avançados, podem ser indicadas terapias complementares, como imunoterapia, terapias-alvo e outras abordagens definidas de acordo com as características da doença”, reforça Carlos Fruet.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
