
A data 6 de junho celebra o Dia Nacional do Teste do Pezinho e tem o intuito de conscientizar a população sobre a importância do exame, que pode identificar precocemente até sete tipos diferentes de doenças. Realizado entre o terceiro e o quinto dia de vida, o exame está disponível em todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) de São Bernardo e no Hospital da Mulher.
De janeiro a maio deste ano, a rede de saúde de São Bernardo realizou 1.780 exames, entre os atendimentos nas UBSs e no Hospital da Mulher. A coordenadora adjunta da Neonatologia do Hospital da Mulher, Gleise Costa, explica que o Teste do Pezinho é um exame de triagem, não um diagnóstico definitivo.
“Nos casos em que o resultado apresente alguma alteração, os pais serão chamados para realização de mais exames que confirmem ou descartem alguma doença”, detalha.
A especialista reforça a importância do teste ser realizado no período preconizado pelo Ministério da Saúde, entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê. “Quanto mais tempo demorar o diagnóstico, maior o risco de algumas doenças entrarem em atividade e o bebê ter sintomas”, afirma.
“O diagnóstico rápido permite iniciar o tratamento, garantir o desenvolvimento saudável e prevenir mortalidade”. Gleise acrescentou, ainda, que por mais que o bebê nasça bem e aparenta ser saudável, algumas doenças são silenciosas e podem aparecer ao longo do tempo. “Com o teste e um diagnóstico, a gente consegue prevenir o aparecimento ou agravo de algumas delas”, relata Gleise.
Detecção precoce
O exame identifica sete doenças: hipotireoidismo Congênito, que é a falta do hormônio da tireoide, que pode causar atraso mental grave; fenilcetonúria, um distúrbio metabólico que causa acúmulo de aminoácidos e pode gerar deficiência intelectual; doenças falciformes e outras hemoglobinopatias, que são um grupo de doenças genéticas que alteram os glóbulos vermelhos do sangue.
O exame detecta também fibrose cística, doença hereditária que afeta os pulmões e o sistema digestivo; hiperplasia adrenal congênita, um distúrbio hormonal que afeta o desenvolvimento e pode causar desidratação grave; deficiência de biotinidase, um problema metabólico que causa convulsões e atraso no desenvolvimento e a toxoplasmose congênita, transmitida para o feto quando a mãe se infecta durante a gravidez e que pode causar sequelas graves e irreversíveis, como lesões oculares e neurológicas.
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