A Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) divulgou os dados do levantamento sobre o valor da cesta básica na região. Em abril a soma dos 34 produtos pesquisados nos supermercados chegou a R$ 1.224,85, uma alta de 3,51% em relação ao mês anterior. Somando março e abril, o preço da cesta está quase R$ 80 mais cara do que em fevereiro. Segundo o engenheiro agrônomo Fábio Vezzá de Benedetto, em entrevista ao RD Momento Econômico, o aumento no preço dos combustíveis, em consequência da guerra no Irã, é o principal fator da alta.
O engenheiro agrônomo relata que, mesmo em março, já se sentia a tendência de alta no preço dos alimentos com a possibilidade do conflito no Golfo Pérsico. Em abril, momento da ofensiva dos Estados Unidos ao território iraniano, o aumento do preço do barril do petróleo causou um efeito dominó. Com os combustíveis mais caros, o transporte de alimentos também teve seu preço elevado.
“Um movimento tão ruim, tão preocupante, quanto foi na época da pandemia. Na época da pandemia, a gente sofreu bastante, agora estamos, economicamente, era outra situação, a gente tinha a preocupação com a saúde, agora é o custo que um conflito como esse pode causar no mundo inteiro, que já mostra reflexos”, explica.

Benedetto aponta que o preço da cesta básica está em viés de alta desde o final do ano passado. Em dezembro de 2025, e janeiro e fevereiro de 2026 não foi observada qualquer situação mais grave. Mas com os conflitos no Oriente Médio, a curva crescente ficou acentuada. A preocupação aumenta em decorrência de outros eventos deste ano como as eleições gerais no Brasil e as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
Produtos
“Uma coisa interessante, a gente olhando nessa linha do tempo que os únicos produtos que estão no maior valor são as carnes, carnes bovinas, primeiro e segunda estão no maior preço da série histórica, e a alface, alface tudo bem, mas não significa tanto para toda a composição da nossa pesquisa, mas todos os outros produtos já foram em algum momento desses 26 anos de pesquisa, já estiveram mais caros, o leite, o arroz e o feijão”, comenta.
“Mas nesse momento, com os preços subindo, somados os 34 produtos da nossa pesquisa, formam esse conjunto que, acima de R$ 1,2 mil”, completa o engenheiro agrônomo da Craisa, responsável pela pesquisa mensal.
Três produtos apresentaram alta acima de 10%. O quilo da batata teve aumento de 27,65% em comparação ao preço pesquisado em março e alcançou os R$ 6,22. O preço do quilo da cebola chegou a R$ 5,20, uma alta de 17,09%. E o pacote de sabão em barra, com cinco unidades, está 10,25% mais caro e alcançou R$ 16,15.
Nenhum produto da lista teve queda acima dos 10%. Os destaques ficaram para a esponja de aço, que está 9,47% mais barata (R$ 2,52), a margarina (500g) com queda de 5,47% (R$ 7,80) e a farinha de mandioca torrada (500g) com redução de 4,99% (R$ 7,44).
Veja abaixo os 34 produtos pesquisados:
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
