ABC - sábado , 20 de junho de 2026

Com alta de quase 7%, preço da cesta básica ultrapassa os R$ 1,2 mil no ABC, aponta Craisa

A Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) divulgou os dados do levantamento sobre o valor da cesta básica na região. Em abril a soma dos 34 produtos pesquisados nos supermercados chegou a R$ 1.224,85, uma alta de 3,51% em relação ao mês anterior. Somando março e abril, o preço da cesta está quase R$ 80 mais cara do que em fevereiro. Segundo o engenheiro agrônomo Fábio Vezzá de Benedetto, em entrevista ao RD Momento Econômico, o aumento no preço dos combustíveis, em consequência da guerra no Irã, é o principal fator da alta.

O engenheiro agrônomo relata que, mesmo em março, já se sentia a tendência de alta no preço dos alimentos com a possibilidade do conflito no Golfo Pérsico. Em abril, momento da ofensiva dos Estados Unidos ao território iraniano, o aumento do preço do barril do petróleo causou um efeito dominó. Com os combustíveis mais caros, o transporte de alimentos também teve seu preço elevado.

“Um movimento tão ruim, tão preocupante, quanto foi na época da pandemia. Na época da pandemia, a gente sofreu bastante, agora estamos, economicamente, era outra situação, a gente tinha a preocupação com a saúde, agora é o custo que um conflito como esse pode causar no mundo inteiro, que já mostra reflexos”, explica.

Possibilidade de novos eventos climáticos no segundo semestre também preocupam Fábio em relação ao valor da cesta básica na região (Foto: Reprodução/RDtv)

Benedetto aponta que o preço da cesta básica está em viés de alta desde o final do ano passado. Em dezembro de 2025, e janeiro e fevereiro de 2026 não foi observada qualquer situação mais grave. Mas com os conflitos no Oriente Médio, a curva crescente ficou acentuada. A preocupação aumenta em decorrência de outros eventos deste ano como as eleições gerais no Brasil e as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

Produtos

“Uma coisa interessante, a gente olhando nessa linha do tempo que os únicos produtos que estão no maior valor são as carnes, carnes bovinas, primeiro e segunda estão no maior preço da série histórica, e a alface, alface tudo bem, mas não significa tanto para toda a composição da nossa pesquisa, mas todos os outros produtos já foram em algum momento desses 26 anos de pesquisa, já estiveram mais caros, o leite, o arroz e o feijão”, comenta.

“Mas nesse momento, com os preços subindo, somados os 34 produtos da nossa pesquisa, formam esse conjunto que, acima de R$ 1,2 mil”, completa o engenheiro agrônomo da Craisa, responsável pela pesquisa mensal.

Três produtos apresentaram alta acima de 10%. O quilo da batata teve aumento de 27,65% em comparação ao preço pesquisado em março e alcançou os R$ 6,22. O preço do quilo da cebola chegou a R$ 5,20, uma alta de 17,09%. E o pacote de sabão em barra, com cinco unidades, está 10,25% mais caro e alcançou R$ 16,15.

Nenhum produto da lista teve queda acima dos 10%. Os destaques ficaram para a esponja de aço, que está 9,47% mais barata (R$ 2,52), a margarina (500g) com queda de 5,47% (R$ 7,80) e a farinha de mandioca torrada (500g) com redução de 4,99% (R$ 7,44).

Veja abaixo os 34 produtos pesquisados:

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