
Apesar de muitas vezes confundida com sensibilidade cutânea ou vermelhidão passageira, a rosácea é uma condição inflamatória crônica que pode evoluir e afetar não apenas a saúde da pele, mas também a autoestima e o bem-estar emocional. Em abril, mês de conscientização sobre a doença, especialistas reforçam a importância de buscar orientação médica e tratamento adequado.
Caracterizada por vermelhidão persistente no rosto, sensação de ardor, presença de pequenos vasos aparentes e, em alguns casos, lesões semelhantes à acne, a rosácea apresenta evolução progressiva. Fatores como exposição solar, estresse, consumo de bebidas alcoólicas, ingestão de alimentos muito quentes ou condimentados e variações bruscas de temperatura estão entre os principais gatilhos.
De acordo com o dermatologista do Hospital Santa Casa de Mauá, Antonio Lui, os sintomas intermitentes no início levam muitos pacientes a ignorar o problema. “Muitas pessoas passam anos tratando a rosácea como acne ou alergia, o que pode agravar o quadro e dificultar o controle dos sintomas. A rosácea não se limita à estética. A condição causa desconforto físico e pode afetar a autoconfiança, com impacto nas relações sociais e profissionais”, afirma.
Embora não exista cura definitiva, o controle é possível com tratamento adequado e contínuo. Avanços recentes incluem terapias tópicas, medicamentos orais e procedimentos como laser vascular e luz intensa pulsada, que reduzem a vermelhidão e os vasos aparentes com mais precisão e segurança. Dermocosméticos com ativos anti-inflamatórios e restauradores da barreira cutânea também desempenham papel essencial na manutenção dos resultados. Quanto mais cedo o paciente compreende a condição e reconhece seus gatilhos, maiores são as chances de controle eficaz.
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