
A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) inaugurou a escultura “Taí! A Capivara”, do artista plástico e educador Valter Nu. O evento aconteceu no Parque Ecológico do Tietê, como parte das ações pelo mês do Dia Mundial da Água.
A obra será aberta a visitação em 28 de março e permanecerá em exposição por um ano. O projeto foi realizado em parceria com o Instituto Cidades Invisíveis, organização social que atua na redução da pobreza. O instituto se conecta com a filosofia de Valter Nu, que foi convidado para criar a obra.
Como desdobramento da iniciativa, a parceria entre Sabesp e Cidades Invisíveis também viabiliza a doação de 250 kits escolares para crianças em situação de vulnerabilidade, o que amplia o impacto do projeto para além da conscientização ambiental e gera um legado social concreto.
O artista usou materiais já conhecidos em seu trabalho, como resíduos e itens reciclados — no caso da escultura, os gerados no Carnaval de rua de São Paulo, como fantasias e resíduos de blocos, que foram fornecidos pela Sabesp.
O intuito da escultura, que tem 4,20 m de largura, 3,20 m de altura e 1,20 m de profundidade, é chamar a atenção para o impacto ambiental que seria gerado caso os resíduos fossem descartados incorretamente. Segundo estimativa de Valter, foram usados 200 kg de resíduos.
A diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Sabesp, Samanta Souza afirma que a ação reforça o cuidado permanente com a água. “Isso também envolve a preservação ambiental, já que resíduos descartados incorretamente acabam chegando aos cursos d’água.”
Valter circula de bicicleta pela ciclovia do rio Pinheiros, onde é possível avistar grupos de capivaras. E acabou virando fã do animal.
Para ele, a capivara representa a resistência por melhores condições dos rios da cidade. “Eu peguei a marchinha de Carnaval ‘(Taí!) Eu fiz tudo pra você gostar de mim’ e juntei com o fato de a capivara ser um símbolo de vida em São Paulo. É ela quem consegue se entender com a água que as pessoas ainda sujam. Como se conversasse com o rio, que diz: ‘Eu fiz tudo para as pessoas gostarem de mim’. É uma escultura que comunica.’”
O projeto também contribui para chamar a atenção para a meta da Companhia de promover a universalização do saneamento até 2029, quatro anos antes do prazo definido no Marco Legal do Saneamento Básico.
Para Tuane Ferreira, produtora e coordenadora artística do projeto RUA (Ressignificação Urbana Artística), da Cidades Invisíveis, a obra conecta arte, educação e meio ambiente. “A escultura dialoga diretamente com o território do Parque Ecológico do Tietê e convida o público a refletir sobre nossa relação com a água e com os resíduos gerados no dia a dia.”
O público também poderá, na exposição, conhecer a história e o processo de produção da obra por meio de um QR Code. A visitação é gratuita, e a obra ficará exposta por um ano, na área da entrada do Museu do Tietê.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
