
Moradores relatam acúmulo constante de lixo na calçada da avenida Antônio Sílvio Cunha Bueno, em Diadema, e apontam sensação de abandono na região. Segundo eles, o problema é recorrente e agravado pela presença de moradores de rua e usuários de drogas, o que contribui para o descarte irregular.
O excesso de entulho compromete a circulação de pedestres e transforma a via em um ponto crítico. A moradora do bairro Casa Grande, Bianca Siqueira, afirma que a situação é permanente. “Não é algo pontual, é sempre. Passo por ali com frequência e nunca vi o local limpo”, diz. Segundo ela, o grande fluxo de pessoas e o comércio intenso na avenida favorecem o acúmulo de lixo.
Apesar de a Prefeitura informar que realiza coleta domiciliar diária e recolhimento de inservíveis duas vezes por semana, moradores contestam. “Mesmo passando ali para fazer compras e visitar amigas, nunca vi a coleta acontecendo”, afirma Bianca.
A insatisfação vai além da avenida. De acordo com a moradora, o bairro Inamar, na divisa entre Diadema e São Paulo, enfrenta problemas estruturais e sensação de negligência por parte do poder público. “É um bairro meio abandonado pelos dois lados. Tenho amigas cujo endereço aparece como Diadema na conta de luz e como São Paulo na conta de água”, relata.
Em nota, a Prefeitura reconhece que o local se tornou um ponto de descarte irregular e orienta a população a respeitar os horários da coleta. O lixo domiciliar deve ser colocado pouco antes da passagem do caminhão, enquanto recicláveis são recolhidos semanalmente. Já entulhos em pequenas quantidades devem ser levados aos ecopontos da cidade.
O município também mantém a campanha “Não Seja Porcalhão”, que prevê fiscalização e multas que variam de R$ 5.610 a R$ 22.440 para descarte irregular. Ainda assim, moradores afirmam que o problema persiste.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
