ABC - sexta-feira , 4 de setembro de 2026

Demissão no comércio derruba emprego na região; São Caetano e Diadema sofrem mais

Comércio de São Bernardo demitiu mais que contratou, porém outros setores compensaram a queda o que garantiu à cidade um saldo positivo  (Foto: Igor Cotrim/PMSBC)

Em movimento comum ao mês de janeiro, por conta da acomodação do mercado de trabalho em virtude dos cortes do pessoal temporário contratado no fim de ano, o ABC registrou saldo negativo de empregos motivado pelas demissões no comércio. O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho, referente ao primeiro mês de 2026, aponta que o ABC teve saldo negativo de 735 empregos, que é resultado das diferença entre as admissões e demissões no período. Com isso, a região teve uma variação relativa de -0,09% no estoque de postos de trabalho ocupados. Os piores resultados ficaram para São Caetano e Diadema e os melhores para São Bernardo e Rio Grande da Serra.

Em janeiro as sete cidades da região tiveram 39.776 admissões e 40.511 demissões, que resultaram na redução de 735 vagas no mercado de trabalho. A indústria e a construção civil até avançaram neste início de ano, fechando janeiro com 648 e 197 postos de trabalho como saldo, porém esse avanço não foi suficiente para impedir a queda do nível de emprego frente ao saldo negativo do comércio de 1.558 vagas.

A região teve desempenho pior que o Estado, que teve variação positiva de 0,11% no saldo de empregos em janeiro. O ABC também ficou atrás da região Sudeste que teve alta de 0,05% nos empregos e o país que ficou com alta de 0,23% em postos de trabalho.

Melhores

Apesar da queda do nível de emprego na média regional, São Bernardo se destaca com o melhor saldo da região e que ficou no positivo. A variação relativa sobre o estoque de vagas na cidade ficou em 0,16%. No município foram contratados em janeiro 13.959 trabalhadores e demitidos 13.492. O município ficou com saldo positivo de 467 empregos, resultado do melhor desempenho dos setores indústria, serviços e construção civil, a cidade conseguiu superar o saldo negativo do comércio, que ficou em 508 vagas.

Além de São Bernardo, só Rio Grande da Serra ficou com saldo positivo de empregos, com variação de 0,15% no seu estoque de postos de trabalho ocupados e saldo de quatro vagas. As empresas da cidade contrataram 84 pessoas e demitiram 80 em janeiro. Indústria, serviços e construção civil superaram o déficit de trabalho no comércio, que ficou teve saldo de -13 vagas.

Piores

A pior variação do nível de emprego foi verificada em São Caetano, onde o estoque de vagas teve variação negativa de 0,29%. Na cidade foram admitidas 5.261 pessoas em janeiro e demitidas 5.605 resultando em um saldo negativo de 344 vagas. A cidade foi a única em que não foi só o comércio o responsável pelo saldo negativo de empregos. O setor de serviços demitiu mais que o comércio na cidade. O saldo no comércio ficou em -107 vagas e em serviços o saldo ficou em -392 empregos.

Considerando a variação negativa do nível de emprego, o segundo pior resultado da região ficou para Diadema, com variação relativa de 0,27%. Na cidade foram admitidos em janeiro 3.499 trabalhadores e demitidos 3.760, que resultaram no saldo de -261 vagas. Na cidade, não só o comércio – com queda de 242 vagas – foi responsável pela baixa significativa do nível de emprego, a indústria também demitiu mais que contratou ficando com saldo de -93 vagas, além do comércio que ficou -242 postos de trabalho de saldo.

Santo André também amargou a posição entre as cidades com os piores níveis de emprego. Foram contratados na cidade em janeiro 12.920 trabalhadores e demitidos outros 13.466, resultando no saldo negativo de 546 vagas, e variação relativa sobre o estoque de empregos de -0,24%. Todos os setores contribuíram para essa queda; indústria (-34 vagas de saldo), construção (-47), serviços (-91) e comércio (-374).
Com desempenho mais próximo do equilíbrio entre contratações e demissões ficou Mauá, teve variação relativa de 0,08% no nível de emprego. A cidade contratou 3.328 pessoas em janeiro e outras 3.366 perderam seus empregos, com isso o saldo ficou em -38 vagas. A indústria, com saldo positivo de 272 vagas, e o setor de serviços, com saldo de 30, foram os destaques, mesmo assim não conseguiram superar os saldos negativos da construção civil, de 30 vagas, e do comércio de 226.

Ribeirão Pires também teve desempenho do emprego mais perto do equilíbrio. O município teve variação relativa de -0,08% no seu estoque de trabalhadores empregados no mês de janeiro. No período foram admitidos 725 pessoas e demitidas 742, deixando um saldo de -17 vagas. Juntos os setores serviços e indústria somaram um saldo de 72 vagas, mas a construção e comércio deixaram saldo negativo de 89 vagas.

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