
A pesquisa “Carnaval 2026 – viagens e turismo”, realizada pelo Sebrae-SP, revela que neste Carnaval a maioria dos consumidores que pretende viajar — cerca de 55% — deve gastar entre R$ 1 mil e R$ 4 mil. O valor inclui despesas com locomoção, alimentação, hospedagem e passeios.
Entre os moradores do Estado de São Paulo que planejam viajar, 70% devem permanecer dentro do próprio território paulista. O litoral aparece como o destino mais citado, com 49% das preferências. O feriado também deve beneficiar aproximadamente 183 mil pequenos negócios no estado, entre 85,8 mil MPEs (micro e pequenas empresas) e 97 mil MEIs (microempreendedores individuais).
Para o consultor do Sebrae-SP Pedro João Gonçalves, o Carnaval vai além da celebração cultural e se consolida como um importante motor econômico para os pequenos negócios, ao gerar visibilidade, fortalecer o fluxo de caixa e permitir o teste de novos produtos e estratégias em um período de alta demanda. “Sem dúvida, é uma data que precisa de planejamento estratégico. Além de figurar entre os maiores eventos culturais do país, o Carnaval impulsiona o consumo em setores como alimentação, bebidas, moda, turismo, transporte, beleza e economia criativa. Para as micro e pequenas empresas, representa uma oportunidade concreta de aumentar o faturamento no curto prazo e conquistar novos clientes”, afirma o consultor.
A viagem em família lidera as preferências, citada por 40% dos entrevistados. A existência de uma programação carnavalesca influencia diretamente a escolha do destino: 64% pretendem participar de bloquinhos de rua, 27% de desfiles de escolas de samba e 24% de festas temáticas.
No planejamento da viagem, 50% dos consumidores afirmam organizar tudo com antecedência. O preço aparece como o principal critério de decisão, considerado por 35% dos entrevistados, seguido pela qualidade dos serviços (33%) e por aspectos como limpeza, organização e conforto das instalações (29%).
O levantamento aponta ainda que 55% dos viajantes planejam gastar mais do que no Carnaval anterior. Entre esses, 41% estimam um aumento entre 5% e 10% nos gastos. Em contrapartida, 15% pretendem reduzir as despesas, enquanto 30% devem manter o mesmo nível de gastos registrado em 2025.
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