
Ribeirão Pires fechou 2025 com queda de 70% nos casos gerais de dengue. O resultado reflete a intensificação das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, com a retomada do Comitê de Arboviroses, vistorias diárias nos bairros realizadas pelo CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) e apoio de tecnologia pioneira no ABC e região.
Em 2024, o Estado de São Paulo enfrentou aumento expressivo de casos e decretou epidemia da doença. Em Ribeirão Pires, foram registrados 687 casos ao longo do ano. Já em 2025, com a redução, contabilizou 199 ocorrências.
Os casos autóctones somaram 433 em 2024 e caíram para 135 em 2025. Já os casos importados, quando a infecção ocorre fora do município, totalizaram 254 em 2024 e 199 no ano seguinte.
O trabalho do Centro de Controle de Zoonoses também conta com o uso de tecnologia. Ribeirão Pires dispõe de mais de 900 armadilhas espalhadas pela cidade, em iniciativa pioneira no ABC. Os equipamentos, que ajudam a evitar a proliferação do mosquito, estão instalados em pontos estratégicos como comércios, escolas e a rodoviária.
Outras iniciativas também contribuíram para a redução dos casos, como as ações do CCZ ao longo de todo o ano, com vistorias, atividades de conscientização nos bairros e monitoramento constante em pontos estratégicos. O coordenador do Centro de Controle de Zoonoses, Paulo Sérgio França, destaca que a resposta rápida da equipe tem papel decisivo no controle da doença.
Em 2025, a Vigilância à Saúde retomou o Comitê de Arboviroses, formado por equipes da área da saúde e de outros setores da Prefeitura. O grupo se reúne mensalmente para discutir estratégias e avaliar os casos registrados no município.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
