
A primavera começou nesta segunda-feira (22/09), e com ela aumenta a vulnerabilidade das crianças a doenças respiratórias, em especial asma e rinite alérgica. Mas como diferenciá-las para garantir o tratamento adequado? O pediatra Pedro Trava, do Hospital e Maternidade São Luiz Osasco, explica os principais pontos de atenção.
Segundo o especialista, a diferença entre as duas condições está no local dos sintomas. “A asma é uma doença inflamatória crônica que atinge pulmões e brônquios, causando chiado no peito, tosse, falta de ar e sensação de aperto no peito. Já a rinite alérgica é uma inflamação da mucosa do nariz, que provoca coriza, espirros, nariz entupido e coceira”, detalha.
Na primavera, os casos pediátricos tendem a se intensificar devido à maior presença de pólen, à poluição do ar e às variações de temperatura. Além disso, muitas vezes a rinite e a asma aparecem juntas, o que exige ainda mais atenção.
Principais características
Asma: chiado no peito, tosse seca (principalmente à noite), falta de ar, cansaço ao brincar ou durante esforço físico. Nesses casos, é fundamental procurar um especialista para definir o tratamento, que pode ser preventivo.
Rinite alérgica: espirros, coriza, nariz entupido e coceira. Costuma se diferenciar do resfriado pela duração dos sintomas, pela cor da coriza e pela ausência de febre baixa em muitos casos.
O pediatra alerta que sinais como dificuldade intensa para respirar, lábios ou unhas arroxeados, tosse persistente e crises frequentes de falta de ar exigem procura imediata de atendimento.
“É importante reforçar que a asma é uma doença séria e, se não tratada corretamente, pode levar à necessidade de internação hospitalar”, enfatiza Pedro.
Como prevenir crises de asma e rinite
Alguns cuidados no dia a dia ajudam a reduzir o risco de crises:
Manter o quarto arejado e livre de poeira, evitando cortinas pesadas e bichos de pelúcia;
Lavar roupas de cama semanalmente com água quente;
Evitar tapetes e carpetes;
Utilizar aspirador de pó com filtro adequado;
Não fumar dentro de casa;
Incentivar a prática regular de atividade física, que fortalece o sistema respiratório;
Reduzir o uso de sprays e perfumes fortes perto da criança.
O médico lembra que o uso excessivo de broncodilatadores pode “mascarar a gravidade da asma e causar efeitos colaterais, como taquicardia”. Por isso, todo tratamento deve ser orientado por pediatra, pneumopediatra ou alergista, seja durante a crise ou de forma preventiva.
O São Luiz Osasco, unidade da Rede D’Or na Grande São Paulo, conta com estrutura hospitalar de referência, equipe multidisciplinar e UTI pediátrica para oferecer acompanhamento especializado nesses casos.
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