O Núcleo Especializado em Aprendizagem da Faculdade de Medicina do ABC (NEA-FMABC) vem intensificando sua campanha de conscientização sobre o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Após o Julho Laranja, em relação ao Dia Mundial do TDAH, o grupo segue para o Agosto Branco, de olho na campanha em território nacional. Segundo dados do Ministério da Saúde, a prevalência do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade em crianças e adolescentes era de 7,6% em 2022.
A psicóloga, neuropsicóloga e coordenadora do NEA-FMABC, Alessandra Caturani, ressalta a importância do diagnóstico ser feito o quanto antes, se possível, antes dos 12 anos de idade. Principalmente levando em conta que o TDAH acomete a tríade da atenção, da hiperatividade e da impulsividade.
“Então, é um tema extremamente importante quando a gente pensa na vida em sociedade e, principalmente, no ambiente escolar, que é onde o quadro se torna ainda mais evidenciado no dia a dia, na sala de aula, no convívio com os vários escolares”, explicou a especialista em entrevista ao RDtv.
A psicóloga, neuropsicóloga e membro do NEA-FMABC e do Movimento Dislexia TDAH-GABC, Damaris Gaester, explica que entre os principais sintomas estão a dificuldade de concentração, de memorização de tarefas, de atenção aos chamados que se somam ao processo de hiperatividade.

“Essa questão da hiperatividade é muito importante. E a questão da impulsividade também, a baixa tolerância, a frustração, quando a gente fala até, por exemplo, do adolescente voltando um pouquinho na hiperatividade, a gente está falando também de uma hiperatividade mental, em que o cérebro desse adolescente, ele está ali, né, borbulhando de informações, ele também tem dificuldade de se concentrar.”, segue Damaris ao RDtv.
Além da atenção sobre os sinais para um possível diagnóstico, as especialistas também chamam a atenção para algumas dificuldades sobre o tema, principalmente para que toda a população possa ter acesso a exames multidisciplinares que são realizados. Ainda não há isso disponível para todos.
Outro ponto é fazer valer a lei federal 14.254/21, que garante o acompanhamento integral para alunos com dislexia ou TDAH ou outro tipo de transtorno de aprendizagem. Segundo o parágrafo único do artigo 1º, “o acompanhamento integral previsto no caput deste artigo compreende a identificação precoce do transtorno, o encaminhamento do educando para diagnóstico, o apoio educacional na rede de ensino, bem como o apoio terapêutico especializado na rede de saúde.”.
A lei é tema da Campanha do Movimento Dislexia TDAH-GABCDSP. “As leis existem, mas a atitude e a travessia inclusive começam dentro de você.”. A ideia é conscientizar as pessoas que as atitudes a favor de quem recebe tais diagnósticos precisam começar independente das leis.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
