
Com a presença de grandes nomes da literatura nacional e estrangeira, começa nesta quarta-feira (30/07) a 23.ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, que vai até domingo (3) e já tem quase todas as mesas esgotadas. Para quem não estiver na cidade, é possível assistir aos debates ao vivo pelo canal oficial do evento no YouTube, são cerca de seis por dia. Abaixo, você confere alguns dos destaques para acompanhar de casa.
Entre os principais nomes da Flip 2025 estão a jornalista e escritora espanhola Rosa Montero, autora de O Perigo de Estar Lúcida; a sueca Liv Strömquist, um dos grandes nomes dos quadrinhos na atualidade; o italiano Sandro Veronesi, conhecido por O Colibri; e o português Valter Hugo Mãe, que participa de uma mesa extra que discutirá a adaptação cinematográfica do livro O Filho de Mil Homens.
Neste ano, a curadora da Flip é novamente Ana Lima Cecilio, profissional com 20 anos de experiência no mercado editorial e passagens por Globo Livros e Carambaia. À reportagem, ela diz ter boas expectativas e avalia a programação principal como “mais equilibrada” que a do último ano.
“Tem muita literatura, poesia, mesas superliterárias, como a do Sandro Veronesi ou a da Rosa Montero, mas é impossível não falar de política. Tenho a postura de que o livro é sempre político. Seja um livro de poemas, um romance ou não ficção, ele é sempre um recorte do mundo”, explica Ana Lima.
A Flip contará também com a presença da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, que foi convidada não por ser ministra ou figura do governo, mas, sim, por ser “uma das maiores representantes dessa luta incontornável e urgente” pela preservação do meio ambiente, diz Ana.
Outra mesa de tom político será a do historiador israelense Ilan Pappe, autor de A Maior Prisão do Mundo, que discutirá as origens e consequências do atual conflito na Palestina, em conversa mediada pela historiadora Arlene Clemesha.
Homenageado
Já o tom mais literário da festa vem do escritor e poeta Paulo Leminski (1944-1989), o homenageado da vez. Nascido em Curitiba, filho de pai polonês e mãe negra, ele foi um dos grandes poetas brasileiros do século 20, reconhecido por unir o erudito e o popular e por levar a poesia às listas de mais vendidos.
Leminski morreu em 1989, aos 44 anos, vítima de cirrose hepática. Em 2013, a Companhia das Letras lançou sua antologia poética, Toda Poesia, que se tornou fenômeno literário, com mais de 170 mil exemplares vendidos naquele ano.
A poeta Alice Ruiz, companheira de Leminski, é uma das convidadas e um dos destaques do ano. O cantor e compositor Arnaldo Antunes foi escalado para a mesa de abertura, que vai homenagear o poeta.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
