ABC - quinta-feira , 16 de julho de 2026

Graduação a distância cresce até 51% no ABC; desafio é aliar facilidade e qualidade

Às vésperas do Dia Nacional da Educação a Distância (27/11), dados do Censo da Educação Superior 2023, elaborado pelo MEC (Ministério da Educação), mostram que até 2023, dos 9,9 milhões de estudantes de nível superior, 4,9 milhões estudavam à distância e 5,06 milhões estavam no presencial. No estudo anterior eram 9,4 milhões de estudantes, sendo que 4,3 milhões em EAD. A previsão é que o ensino na internet supere o presencial nos próximos anos. No ABC não é diferente, a cada ano novos cursos surgem na modalidade EAD, que cresceu até 51% na região, de acordo com a instituição.

A Anup (Associação Nacional das Universidades Particulares) participa do Conselho Consultivo para o Aperfeiçoamento dos Processos de Regulação e Supervisão da Educação Superior, cujas reuniões neste segundo semestre abordaram a revisão dos referenciais de qualidade para os cursos na modalidade Educação a Distância (EAD), com uma nova proposta de regulação a ser apresentada pelo Ministério da Educação (MEC) até o fim deste ano. O grupo prepara um novo marco regulatório para o ensino EAD.

Os números das universidades apontam para o avanço da EAD tanto no número de cursos oferecidos quanto na quantidade de vagas para os próximos anos. A Fundação Santo André espera aumentar em 16,66% o número de estudantes em EAD em 2025. Atualmente oferece os seguintes cursos na modalidade: Gestão Pública (dois anos), Negócios imobiliários (dois anos) e Pedagogia (quatro anos), esse último o carro chefe dos cursos EAD.

Segundo a FSA, as matrizes dos cursos atende a legislação educacional com os momentos presenciais de formação exigidos, bem como traz inovações, como a possibilidade de realização de iniciação científica online e mobilidade acadêmica internacional à distância. São cerca de 300 alunos na edição 2024 (1° semestre) e mais 120 na edição 2024 do vestibular (2° semestre). Para 2025, a expectativa é um aumento para cerca de 350 novos alunos. Mais informações no site: www,fsa.br/vestibular.

A Anhanguera informa que o número de estudantes em toda a rede cresceu 15% neste ano e oferece 96 cursos de graduação na modalidade a distância e 650 cursos de pós-graduação EAD. Em 2023, a modalidade EAD na Cogna, detentora da Anhanguera, contava com mais de 790 mil alunos. Já neste ano, esse número aumentou para mais de 909 mil alunos, diz a universidade que não apresenta números sobre novos cursos ou expectativa de matrículas para 2025 em EAD.

A USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul) também tem ampliado o EAD. Em 2023 eram 19 cursos e neste ano já são 23. No ano passado 471 alunos estudavam na modalidade à distância e neste ano 715, segundo a universidade, alta de 51%.

Mas não são todas as instituições que apostam no ensino à distância. A Faculdade de Direito de São Bernardo, uma das mais tradicionais da região, só tem cursos presenciais.

O Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) tem desde 2013 cursos EAD. Hoje, oferece portfólio de cursos livres, técnicos, de graduação, pós-graduação e extensão a distância, no País e apoiado por mais de 380 polos presenciais para avaliações. São mais de 380 opções em cursos livres, técnicos, graduações, pós-graduações e extensões universitárias. Para atividades presenciais obrigatórias, conta com mais de 380 polos credenciados. Já no ambiente digital, a WebTV Senac enriquece a experiência, aproximando o relacionamento entre aluno e docente com aulas em vídeo, informa.

Preocupação

Apesar da praticidade, menos deslocamentos, despesas e versatilidade de horários, esses cursos precisam garantir a mesma qualidade dos cursos regulares. Para André Stábile, especialista e educação e fundador do instituto Educacionista, o desafio é que esses diplomas tenham grande valor no mercado de trabalho. Para Stábile, como os índices da educação básica já não são satisfatórios, o jovem chega na universidade com uma formação deficiente e, se o curso não for bem elaborado, o resultado se dará no mercado de trabalho.

Stábile defende que algumas partes dos cursos sejam presenciais e práticas. “Dos futuros profissionais será exigida qualidade, mas com cursos 100% EAD isso não se sustenta. Na nossa visão, a situação é preocupante porque a atividade e a prática demandam formação in loco. A prática de uma residência pedagógica é tão importante quando uma residência médica”, analisa.

Para Stábile, o MEC não tem uma estrutura boa para fiscalizar todos os cursos EAD. “Fazem cursos online à baciada e atraem grande público, mas o ministério não tem como fiscalizar e com isso crescem verdadeiros impérios da educação privada, sem verificação da carga horária ou da qualidade. O preço muito barato dos cursos atraem grande parte da população de um país que tem o segundo pior salário mínimo da América do Sul e essa renda dificulta muito que essas pessoas tenham acesso à universidade presencial e com isso essa enxurrada de cursos EAD se torna um serviço negocial, eu diria até cartorário de impressão de diplomas”, completa.

Compartilhar nas redes

jojobetgrandpashabet güncel girişimajbetMatbetmatbetgrandpashabetjojobet güncel girişjojobetJojobetMadridbetMadridbetjojobet girisİnstagram takipçi satın alcasibombeykoz escortJojobetПроститутки Бишкекаzirvebetcasibom girişzirvebetjojobetfixbetjojobetsüpertotobetsüpertotobetjojobetjojobetcasibom girişşanlıurfa konteynerBetpasjojobet girisPusulabetcasibom girişbetciograndpashabetbetcio girişİnstagram takipçi satın alGrandpashabetHoliganbetHoliganbetgrandpashabetHoliganbetjojobet girişjojobet girişjojobet güncel girişmeritkingjojobet girişgrandpashabet