ABC - quinta-feira , 25 de julho de 2024

Venda de imóveis no ABC sobe 56,41% em abril, aponta Crecisp

O setor de imobiliárias no ABC apresentou um crescimento no número de vendas no mês de abril. Segundo pesquisa do Crecisp (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), a alta na compra de imóveis foi de 56,41% no comparativo de abril com março deste ano. Para o presidente da entidade, José Augusto Viana Neto, em entrevista ao RDtv desta sexta-feira (31/05), a perspectiva é que o crescimento siga no restante do ano.

A alta foi apresentada após consulta feita com 20 imobiliárias de Diadema, Mauá, Santo André e São Bernardo. Do total de vendas no quarto mês deste ano, os apartamentos foram responsáveis por 84,6% do total. O valor médio de compra de apartamentos foi de R$ 350 mil, em imóveis de até dois dormitórios e 100 metros quadrados de área útil. No caso das casas, a média foi de R$ 600 mil, em imóveis de até quatro dormitórios e área útil de 300 metros quadrados.

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“São números extremamente positivos. No setor de compra e venda estamos com um cenário crescente por dois meses consecutivos, depois de uma queda que é muito normal naquele período de fevereiro. Nesta época as pessoas quinda estão retornando das férias, pagando despesas do final de ano como viagens, e do início do ano como IPTU, a matrícula das escolas dos filhos”, explica Augusto.

Crecisp acredita em novo boom de vende de imóveis, caso o cenário econômico siga em alta (Foto: Reprodução/RDtv)

De todas as vendas realizadas, 52,2% dos imóveis se encontram em áreas centrais. Outros 39,1% em áreas nobres e 8,7% em áreas periféricas. Em relação as modalidades de venda, 54,5% dos imóveis contaram com financiamento pela Caixa Econômica Federal. Outros 18,2% por outros bancos e 27,3% dos negócios foram fechados por consórcio e à vista.

Locações

Sobre as locações, 71,4% foram de apartamentos. Tanto nas casas quanto nos apartamentos, o perfil foi igual. Uma média de R$ 1,5 mil de aluguel, em locais com 100 metros quadrados de área útil e até dois dormitórios. Para Augusto, as locações foram feitas, em sua maioria, por solteiros ou casais sem filhos.

Neste ano, as locações apresentaram queda em todo o primeiro quadrimestre, acumulando uma redução de 19,47%. Diferente do que acontece com as vendas, que apesar da queda em fevereiro, houve um aumento de 5,92% nos primeiros quatro meses de 2024.

Futuro

José Augusto segue otimista com o setor. O presidente do Crecisp considera que com o aumento dos empregos de carteira assinada, da renda média e a queda na taxa de juros, o cenário segue positivo para o aumento das vendas de imóveis nos próximos meses. E caso a taxa Selic fique abaixo dos 10%, como quer o Governo Federal, o aumento pode ser maior.

A única preocupação está com a mão de obra para o setor da construção civil. Augusto segue a linha de empresários do setor que apontam a dificuldade para achar trabalhadores especializados. O presidente considera que a chegada de imigrantes pode ser a solução para qualificação e a redução desta dificuldade.

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