ABC - quarta-feira , 19 de junho de 2024

Microcrédito produtivo com orientação gera riqueza, aponta especialistas

Com quase 30 anos de existência de sua lei federal, o setor de microcrédito produtivo com orientação financeira ainda busca espaço em algumas regiões. No RD Momento Econômico – Debate desta sexta-feira (12/04), especialistas apontaram a vantagem deste tipo de negócio que não visa apenas um empréstimo bancário, mas também entrega uma educação financeira para que os micros e pequenos empreendedores possam ter independência.

O CEO da Credpopular Microcrédito, Edilson Parra, aponta que há mais vantagens nesta modalidade em comparação aos modelos feitos pelos grandes bancos. A taxa de juros, estabelecida por lei, é 4% ao mês. Além disso não há a necessidade de ter CNPJ ou de qualquer outro tipo e formalização dessa empresa.

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“Estamos falando de um crédito acessível para o pequeno empreendedor, ele pode ser formal ou informal. Importante, é um dinheiro voltado aos negócios. Não pode, por lei, emprestar dinheiro para um crédito pessoal e outras emergências como problemas de saúde ou danos em um carro, por exemplo. Não é esse o foco do microcrédito produtivo orientado”, explica.

A pessoa que busca este tipo de modalidade recebe orientações sobre as melhores formas de gerir seu negócio e até mesmo ajuda direta sobre em que investir em seu negócio. Além disso, materiais e cursos são indicados para que a pessoa possa ter todo o estudo para entender sobre empreendedorismo e como lidar com os principais desafios. A objetivo é fazer com que essa pessoa não dependa desse banco de microcrédito no futuro.

Damasio e Parra reforçaram a importância da orientação para os micros e pequenos empreendedores que estão começando com seu próprio negócio (Foto: Reprodução/RDtv)

Para Alexandre Damásio, presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de São Caetano, considera que o microcrédito produtivo orientado é um modelo que deveria ser mais adotado no ABC, principalmente ao não focar exclusivamente no empréstimo para quem quer investir.

“Nós, na nossa região, temos uma carência gigantesca deste modelo de crédito democrático. Perceba que essa democracia creditícia faz com que a pessoa consiga se formalizar melhor, que ela consiga ter acesso a crédito para produção de riqueza. Ela consegue fazer aquela transição de carreira que é muito comum”, diz Damásio apontando como exemplo as dificuldades que pessoas demitidas no setor da indústria tem para realizar investimentos, principalmente por não ter orientação.

No caso do ABC, Damásio e Parra apontam que os estudos sobre inadimplência e comportamento do consumidor ajudam aos bancos de fomento para que possam ficar mais próximos da região e assim realizar ações voltadas para os micros e pequenos empreendedores.

A pouca oferta deste tipo de modalidade nas sete cidades é apontada como maléfica, principalmente levando em conta as mudanças econômicas que o ABC acompanha há mais de uma década.

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