Serviço público agiliza acesso a remédio com aplicativo e até delivery

Programa criado em 2019 atende a 7 mil pessoas em São Caetano que recebem seus medicamentos em casa. (Foto: Letícia Teixeira / PMSCS)

As farmácias públicas na sua concepção fazem o mesmo serviço, que é entregar os medicamentos sem custo para os pacientes, mas na região há modelos e formas de atender que vão desde a entrega do medicamento em casa, como no caso de São Caetano, até atendimentos por telefone, por aplicativo e pelo WhatsApp, tudo para que o usuário não se desloque sem necessidade, porque não é raro faltarem medicamentos nas unidades. O governo do Estado, por exemplo, adotou o agendamento nas três farmácias de medicamentos alto custo que há na região e isso resultou em redução do tempo de espera. Rio Grande da Serra não se pronunciou sobre o tema.

Os medicamentos de alto custo são distribuídos pelo Estado em três endereços na região (Hospital Mário Covas, em Santo André; Poupatempo de São Bernardo e Atende Fácil, em São Caetano), são as chamadas FME (Farmácias de Medicamentos Especiais). Nestas farmácias são distribuídos 300 tipos de medicamentos. Por aplicativo é possível marcar data e hora para a retirada. O aplicativo Remédio Agora também avisa sobre a disponibilidade dos medicamentos. “Além do conforto, o app também contribui com as medidas de prevenção da covid-19 nas farmácias, otimizando o atendimento e evitando aglomerações. Em cerca de 15 minutos, o paciente sai do serviço com seu medicamento em mãos. Por meio dele, foi possível reduzir em aproximadamente 25% o número de pessoas dentro de cada farmácia, em média, além de diminuir para 15 minutos o tempo de retirada do medicamento. Vale lembrar que para facilitar a comunicação com os usuários, as FME  também utilizam os canais de atendimento por telefone e e-mail”, informou a secretaria estadual de Saúde.

Em São Caetano a prefeitura atende cerca de 7 mil moradores com entrega domiciliar de medicamentos e é a única cidade da região que faz isso. Para ter direito ao medicamento em casa o paciente tem que ser hipertenso ou diabético. A prefeitura gasta R$ 220 mil por mês no programa Remédio em Casa. O prontuário eletrônico identifica, além da data de entrega do medicamento, a quantidade enviada e por quanto tempo o paciente terá o remédio. As entregas são feitas por quatro motos identificadas do programa. As caixas contêm remédios para 60 dias de tratamento – é necessária a reavaliação médica a cada seis meses.

A prefeitura de Ribeirão Pires disse que estuda implementar um projeto semelhante. Por enquanto o paciente tem que fazer a retirada na UBS (Unidade Básica de Saúde) e pode ligar antes na Unidade para saber sobre a disponibilidade.  A prefeitura informou que não há falta de medicamentos nas farmácias municipais.

Em São Bernardo as 33 UBSs possuem farmácias e a disponibilidade dos medicamentos podem ser consultadas pelo WhatsApp da unidade. A prefeitura informou que apenas um medicamento está com estoque em nível baixo, o Nitrofurantoína, um antibiótico usado para tratamento de infecções urinárias. Para contornar o problema a prefeitura diz que há outras opções de medicamentos para a mesma posologia, cabendo ao médico prescrever qual a melhor opção para cada paciente.

Em Diadema a distribuição também é feita no formato tradicional e a prefeitura sustenta que o paciente pode se informar por telefone para saber se o medicamento está em estoque. “A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) tem priorizado, neste momento, fornecer informações aos usuários por meios telefônicos, mas tem feito estudos para viabilizar futuramente outros canais de interação. Vale reforçar ainda que, em alguns casos, a equipe da Assistência Farmacêutica também entra em contato direto com o usuário no número cadastrado na Unidade de origem”, informou a administração em nota. Na cidade os medicamentos controlados têm distribuição exclusiva na Farmácia Central e nas UBSs Eldorado e Paineiras. Os demais medicamentos são retirados nas demais unidades básicas de saúde. A prefeitura não informou quais são os medicamentos em falta, mas disse que tem mantido esforços para garantir os remédios da lista do SUS.

A prefeitura de Santo André disponibiliza a lista de medicamentos e locais de retirada no seu site. A administração informa que também tem um programa de entrega de medicamentos, implantado em 2018. “As unidades de saúde e UPAs possuem farmácia que estão dispensando os medicamentos para um período de 90 dias de uso, evitando deslocamentos mensais às unidades de saúde”, explica nota do paço andreense. Ainda de acordo com o comunicado alguns medicamentos estão em falta, mas são faltas pontuais. “Devido a falta de alguns insumos, em sua maioria importados, tem ocorrido desabastecimento pontual de alguns medicamentos no mercado como um todo, em virtude da covid-19. Ainda assim, o abastecimento na cidade gira em torno de 90%. Caso necessário, as equipes das unidades de saúde orientam os munícipes sobre a retirada das medicações e, em caso da necessidade de troca de receita ou substituições, os médicos fazem essa alteração”, detalha a prefeitura.

Em Mauá a prefeitura informou que o munícipe pode ligar para a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua casa ou para a Secretaria de Saúde de Mauá (fone: 4512-7499). “Os fármacos podem ser retirados de segunda a sexta-feira nas UBS”. O paço mauaense informou ainda que quando assumiu a prefeitura em janeiro de 2021, encontrou no estoque somente 198 dos 296 itens oferecidos à população, cerca de 67%, e deu início aos processos de compra.Atualmente, o município tem 85% do estoque”, informou.

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