Quase 1% das exportações do ABC tem como destino a Rússia

Diante do conflito entre Rússia e Ucrânia e das sanções econômicas impostas aos russos, o mercado econômico já sente os reflexos da guerra. No ABC, cerca de 1% das importações tem como destino a Rússia, com isso, a região não terá impactos diretos significativos, além do que será sentido em toda economia do País. Esse é um dos pontos abordados pelo economista Lúcio Flávio da Silva Freitas, docente do curso de ciências econômicas da USCS (Universidade de São Caetano do Sul) e membro do grupo Euro 17.

Em entrevista ao RDtv, Freitas explica que os principais impactos serão sentidos pelo consumidor na elevação de preços dos alimentos, da gasolina e óleo diesel. “Cerca de 25% dos fertilizantes utilizados no Brasil tem origem russa. O mercado terá que procurar novos fornecedores. Por conta da guerra, a oferta reduz, e com isso, aumentam os preços dos fertilizantes, o que levará à elevação do preço dos alimentos”, explica ao afirmar que a alta no valor de produtos alimentícios pressiona mais a inflação.

Segundo o economista, o aumento no preço dos combustíveis será reflexo da elevação no preço do petróleo. ”Hoje o barril de petróleo atingiu o valor de 115 dólares, e não chegava a esse valor desde 2008”, afirma Freitas.

Investidores

O economista afirma, ainda, que o atual cenário, causado pela guerra entre Rússia e Ucrânia, gera muitas incertezas entre os investidores e que. diante disso, procuram ativos mais seguros.

O mercado incerto pode afastar investidores do mercado brasileiro. “Ao invés de apostar em mercados emergentes, como é o caso do Brasil, podem preferir o mercado americano ou investir em ouro”, afirma o especialista. “Ao afastar investidores, a entrada de dólar diminui e, com isso, o preço do dólar sobe”, explica o professor da USCS.

As sanções econômicas impostas à Rússia são inéditas. “Hoje o mundo vive uma guerra econômica. A reação não veio com bombas, mas veio por uma asfixia na economia russa. O tamanho dos impactos também depende da duração desse conflito”, ressalta o economista.

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