Uma trajetória meteórica, dos treinos à classificação para o mundial, tudo isso em menos de um ano. O que poderia ser a história de mais um jogador de futebol, na verdade é a história de Adriane Avila, moradora de São Caetano e atleta de Parabadminton na equipe de São Bernardo. Aos 48 anos, a atleta saiu dos treinos para as competições e como o meteoro conquistou uma vaga no próximo mundial da categoria, na Suiça. E agora entra em outra luta, por apoio para conseguir representar o Brasil na competição.
Tudo começou com Arthur Avila que há três anos é praticante do esporte. “Eu comecei levanto ele aos treinamentos, acompanhando nas competições e aí em julho do ano passado eu resolvi não ficar apenas assistindo, eu comecei a praticar. Como eu era atleta de voleibol isso acabou me trazendo uma certa facilidade”, explicou Adriane.
Formada em Educação Física, jogou vôlei até os 24 anos. Na época utilizava uma palmilha para compensar a diferença de 10 cm entre uma perna e outra, fato que não a retirou do esporte. Em relação ao Parabadminton, a primeira competição nacional que disputou aconteceu após três meses de treinamento e de cara conquistou uma medalha de prata.
No final de 2018 conseguiu subsídios da Federação Internacional de Badminton devido ao seu bom desempenho e o fato de se qualificar internacionalmente. Adriane é a 21ª do ranking mundial da categoria SL3 (destinada aos atletas que tem comprometimentos predominantes nos membros inferiores). Os atletas que disputam por essa classe jogam em meia quadra (13,40m por 3,05m).
“Em março eu joguei na Turquia com apoio da BWF (sigla da Federação Internacional de Badminton, em inglês) e do meu clube (São Bernardo Badminton) e com meu desenvolvimento me trouxe uma classificação para o ranking mundial e as duas melhores do país tem vaga no mundial”, disse a atleta.
O mundial da categoria acontece entre 20 a 25 de agosto. Primeira atleta paulista que conseguiu vaga em uma Copa do Mundo, Adriane ainda espera apoio para concretizar o sonho de representar o Brasil na Suiça. Atualmente conta apenas com o custeio da alimentação por parte do clube, mas até o momento não conseguiu a verba necessária para o torneio na Europa.
“Sei que ainda é um esporte que não é muito conhecido no Brasil, às vezes passa alguma coisa na Olímpiada, mas é desconhecido. Imagine na Paraolímpiada, a que acontece no Rio (de Janeiro, em 2016), não teve transmissão direito, então isso acaba trazendo um pouco de dificuldades”, completou.
Adriane Avila também cogita pedir ajuda ao Poder Público para conseguir custear a viagem. Além disso, ainda espera a confirmação por parte da Confederação Brasileira de Badminton, para saber do processo de inscrição para o mundial.
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