Para Positivo, mercado de PCs voltou ao ritmo pré-crise

A fábrica da Positivo Informática, em Curitiba, emprega cerca de 4,5 mil funcionários, divididos em três turnos de trabalho. São três linhas de montagem de computadores de mesa e três de notebook. Por hora, cada montador fabrica em média quatro desktops ou três notebooks, que dão mais trabalho que os computadores de mesa. São despachadas da fábrica cerca de 8 mil máquinas por dia.

Para Hélio Rotenberg, presidente da Positivo, maior fabricante de PCs do Brasil, a crise já ficou para trás. “O mercado começa a crescer”, disse o executivo. Ele disse que agosto foi o primeiro mês a registrar crescimento das vendas, levando-se em conta os mesmos clientes que haviam comprado da Positivo no mesmo mês de 2008. A alta foi de 2%. “Os dois primeiros meses deste ano foram muito ruins”, explicou Rotenberg. “Em algumas semanas de janeiro, a queda havia sido de 30%.”

Segundo Ivair Rodrigues, diretor de Estudos de Mercado da IT Data, o mercado de PCs tem melhorado mês a mês. “Julho foi o melhor mês do ano”, disse Rodrigues. “Ainda não fechei os números de agosto. As vendas já estão se aproximando de 1 milhão de unidades por mês, como em 2008.” Apesar disso, 2009 ainda está abaixo do ano passado, mesmo nas comparações mensais. Esta semana, a Positivo anunciou um aumento de sua capacidade produtiva até o fim deste ano, com investimento de R$ 10 milhões. A capacidade de produção mensal de PCs será aumentada de 240 mil para 330 mil unidades, e a de placas-mãe, de 94 mil para 127 mil.

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