
O Centro Universitário FMABC, em Santo André, sediou nesta quarta-feira (21/10) o 6º Simpósio Cabem Mais Vidas – Bladder Day, encontro científico dedicado à atualização de profissionais de saúde e à discussão dos principais avanços no diagnóstico e tratamento do câncer de bexiga.
Realizado no Anfiteatro David Uip, o evento contou com palestras, debates interdisciplinares e discussões de casos clínicos, reunindo especialistas de diferentes regiões do país.
O evento é resultado direto do projeto Cabem Mais Vidas, criado em 2018 e inspirado em modelos internacionais de assistência ao câncer de bexiga. A iniciativa busca padronizar condutas e ampliar o acesso dos pacientes a um atendimento multiprofissional e integral.
Em sua sexta edição, o simpósio reforçou a importância da atualização científica e da integração entre diferentes especialidades para o aprimoramento da assistência oncológica no Brasil.
“É sempre uma satisfação receber especialistas de tantas partes do país para compartilhar experiências e conhecimento. A cada ano que organizamos o simpósio, percebemos uma evolução e debates que contribuem cada vez mais para o desenvolvimento de diretrizes no tratamento do câncer de bexiga”, destacou Fernando Korkes, professor da FMABC e idealizador do “Cabem”.
A abertura do encontro contou com a participação do reitor do Centro Universitário FMABC, Fernando Luiz Affonso Fonseca, e do médico urologista Sidney Glina. Na sequência, Fernando Korkes apresentou os resultados atuais do projeto Cabem Mais Vidas e os principais desafios relacionados ao câncer de bexiga no país. A programação também abordou a mobilização em defesa dos direitos dos pacientes oncológicos e o panorama das práticas adotadas por urologistas brasileiros no tratamento da doença.
Entre os destaques científicos estiveram as discussões sobre o câncer de bexiga não músculo-invasivo, as indicações e limitações da imunoterapia intravesical com BCG, as alternativas terapêuticas em casos de falha do tratamento e o manejo de possíveis complicações. Uma sessão interdisciplinar abordou ainda o controle da dor oncológica e a atuação de infectologistas no acompanhamento de pacientes.
No período da tarde, as atividades contemplaram o câncer de bexiga músculo-invasivo, com debates sobre subtipos histológicos, estratégias de tratamento combinado, métodos de avaliação da resposta terapêutica e aplicações do DNA tumoral circulante. A programação também incluiu discussões de casos clínicos e a importância da educação médica continuada e do trabalho multiprofissional no enfrentamento do câncer de bexiga.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
