
São Bernardo participou, nos dias 5 e 6 de outubro, de um intercâmbio promovido pela Transpetro, que tinha como foco as práticas de agricultura urbana em cinco áreas por onde passam dutos da companhia na Região Metropolitana de São Paulo. A empresa pública é a subsidiária da Petrobras responsável pelo transporte e armazenamento de petróleo, gás natural e biocombustíveis no País.
Além de representantes do poder público, a atividade reuniu integrantes do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, ONGs (Organização Não Governamental), coletivos e universidades locais. O grupo visitou cinco iniciativas comunitárias que já ocorrem em áreas da companhia para articulação e discussões conjuntas.
No ABC, a comitiva está presente na Horta do Taboão, em Diadema; na Pracinha do Profeta, em São Bernardo; e no Quintal Verde, em Santo André. O grupo também esteve no Coletivo das Marias, em São Paulo, e no Eixo Verde, em Osasco.
O intercâmbio teve como objetivo a troca de experiências entre os municípios e a construção de possibilidades de atuação conjunta no território, em especial nas áreas cedidas pela estatal. Os espaços visitados ao longo dos dois dias reúnem diferentes modelos de hortas urbanas como as de subsistência, geração de renda, comunitárias, educativas e agroecológicas.
A visita a diferentes modelos de organização comunitária, técnicas de cultivo e formas de gestão dos espaços contribui para a estruturação do Programa Municipal de Agricultura Urbana e Periurbana. Em São Bernardo, essas ações têm entre seus principais públicos os agricultores que atuam em faixas de servidão que atravessam a zona urbana do município, sendo áreas frequentemente próximas de regiões com expressiva população em situação de vulnerabilidade socioambiental.
“A troca de experiências entre os municípios do ABC é fundamental para qualificarmos e darmos escala às políticas regionais de agricultura urbana”, avalia a diretora de Gestão Ambiental na Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Proteção Animal (Semas), de São Bernardo, , Flávia Massimetti. “Queremos fortalecer essas ações, que atuam simultaneamente na segurança alimentar, na adaptação climática e também na geração de oportunidades e renda para a população”, afirma.
Segundo Flavia, a Agricultura Urbana e Periurbana também traz benefícios ambientais diretos: a proximidade entre produção e consumo reduz emissões nocivas ao meio ambiente, a compostagem de resíduos orgânicos em alguns desses espaços diminui o volume de material enviado a aterros sanitários, e as hortas comunitárias contribuem para a redução da temperatura local em áreas densamente urbanizadas. Além disso, há os efeitos sobre o senso de comunidade e pertencimento nos bairros em que são mantidas.
A participação da Semas ajuda a ampliar e dar visibilidade às ações locais de Agricultura Urbana e Periurbana. Estão previstas a realização de novos encontros formativos com os agricultores da cidade, a complementação de um censo inédito para mapear a atividade agrícola no município e o fortalecimento de parcerias com grupos comunitários locais.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
