A Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) divulgou um novo levantamento sobre o preço da cesta básica na região. A soma dos 34 produtos alcançou o valor de R$ 1.220,97 em setembro. Uma leve alta de 0,14% em comparação a agosto. O destaque ficou com a alta de alguns hortifrutis pesquisados como tomate, batata e a cebola. As fortes chuvas foram a principal justificativa para a variação no preço.
O quilo do tomate apresentou uma alta de 50,85% entre agosto e setembro, alcançando o valor de R$ 12,40. O quilo da batata teve alta de 33,4% no mesmo período, chegando a R$ 7,76. E o quilo da cebola subiu 15,62%, ficando com o valor de R$ 7,21.
“Hortifruti, sem dúvida nenhuma, a gente já sente na pele esse prejuízo, tanto com os valores altos, quanto também a perda da qualidade. O excesso de chuvas também prejudica muito a aparência desses produtos. Hortifruti, produtos perecíveis de uma maneira geral, alimentos vegetais os mais perecíveis, quanto mais caro, mais feio. É aquele negócio, por incrível que pareça.”, inicia o engenheiro agrônomo da Craisa, Fábio Vezzá de Benedetto, em entrevista ao RD Momento Econômico desta quarta-feira (07/10).

“Quando ele está bonito, ele tem uma oferta abundante, a gente vai no mercado, ele está baratinho, né? Mas, quando o clima atrapalha, prejudicando muito a produção e o transporte, a colheita e armazenamento também, a gente começa a ver no mercado qualquer um. Até aquele mais feio vai para o mercado e pela menor oferta, o preço mais alto. O bom é que a gente sabendo que esses produtos de ciclo mais curto, com uma melhora no clima, os preços voltam a recuar.”, segue o especialista.
Fábio entende que a imprevisibilidade do clima para o final do ano gera um cenário de incerteza em relação ao plantio e colheita de alguns hortifrutis, fato que pode gerar novas variações de preços ao longo dos próximos meses. Outro questionamento é sobre o arroz, que entre agosto e setembro subiu 7,42% e passou a ter o valor médio de R$ 23,38 o pacote de cinco quilos.
“O arroz que ao longo desse ano teve constantes altas, não foi um ano muito bom para o arroz e não está sendo também, já me antecipando dos assuntos, não está sendo muito bom para a nova safra, para o novo plantio da nova safra por interferência do clima também para essas grandes culturas, que nem é o caso do arroz, por exemplo.”, diz o engenheiro agrônomo.
Confira abaixo os valores de cada um os 34 produtos pesquisados pela Craisa:
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