
A primeira onda de calor da primavera de 2026 começa neste sábado (26/09) e coloca áreas de oito estados brasileiros em alerta vermelho de grande perigo. O aviso emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) é válido até as 18h da próxima quarta-feira (30/09) e abrange partes de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul.
As temperaturas podem ficar pelo menos 5°C acima da média por vários dias consecutivos, com máximas que podem chegar a 41°C em Cuiabá (MT) e 40°C em Campo Grande (MS). Em São Paulo, a previsão indica máxima de 32°C no domingo (27/09).
Por conta do período de calor extremo, a médica Elaine Dias JK, endocrinologista e metabologista PhD pela USP, explica a importância de redobrar os cuidados com a hidratação, especialmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. “A recomendação diária de ingestão de água é de 2 a 3 litros, porém, com calor extremo, a transpiração fica mais intensa, gerando uma perda maior de líquido e eletrólitos. Nessas condições, é importante aumentar a absorção hídrica para compensar o organismo”, ressalta a médica.
Elaine comenta que o corpo, quando sente calor, utiliza mecanismos para resfriamento, como o suor. Quando a transpiração acontece de forma intensa e não há reposição adequada de líquidos e eletrólitos, pode ocorrer desidratação. Uma referência prática para a ingestão diária de água é de 30 a 40 ml por quilo de peso. “Uma conta fácil para calcular a ingestão de água é 30 a 40 ml por quilo de peso por dia. Diante do calorão, o ideal é aumentar essa recomendação mínima diária”, reforça.
Como identificar a desidratação?
Em períodos de temperaturas elevadas, alguns sinais podem indicar que o organismo não está conseguindo repor adequadamente os líquidos perdidos. Entre eles estão diminuição da produção de urina, urina mais escura, cansaço, desânimo, tontura ou vertigem, fadiga, sede, pele seca e fria e batimentos cardíacos acelerados.
Algumas medidas que podem ajudar na recuperação são:
– Beber líquidos em pequenos goles, preferencialmente água ou soluções de reidratação oral;
– Evitar bebidas com cafeína ou álcool, que podem piorar a desidratação;
– Consumir alimentos ricos em água, como frutas e vegetais;
– Repousar e evitar atividades físicas intensas durante os períodos de maior calor.
“Se a desidratação for grave ou associada a outros sintomas preocupantes, como confusão mental, dificuldade para respirar ou batimentos cardíacos irregulares, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente, pois pode ser necessário tratamento mais específico e intervenções médicas. O mesmo se a desidratação for decorrente de vômito ou diarreia persistentes”, acrescenta a Dra. Elaine.
Desidratação X Hiponatremia
“A hiponatremia é uma condição médica caracterizada por baixos níveis de sódio (na forma de íons de sódio) no sangue. Isso ocorre quando a concentração de sódio fica abaixo de 135 mEq/L (miliequivalentes por litro). E a causa pode ser por várias razões, como ingestão excessiva de água; perda demasiada de sódio; alta retenção de água; medicamentosa e alterações hormonais, como hipotireoidismo e insuficiência adrenal”, explica a Dra. Elaine.
A médica ressalta que o consumo excessivo de água pode ser prejudicial em qualquer idade e a gravidade das consequências pode variar. “Em geral, o excesso de água pode levar à diluição dos eletrólitos no corpo, incluindo o sódio, resultando em hiponatremia, especialmente se os rins não conseguirem eliminar o alto volume ingerido de forma adequada. Crianças e idosos podem ser mais suscetíveis aos efeitos do consumo excessivo de água, devido às diferenças no tamanho corporal e na função renal”, comenta a endocrinologista e metabologista
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
