
As fortes chuvas registradas nos últimos dias provocaram alagamentos, goteiras e infiltrações em escolas municipais e em uma unidade estadual de São Bernardo. Os problemas evidenciam que a infraestrutura existente não tem sido suficiente para evitar os impactos das chuvas nas unidades de ensino.
Entre as unidades afetadas estão a EMEB (Escola Municipal de Educação Básica) Professora Neusa Macellaro Callado Moraes, a EMEB Edson Danilo Dotto, a EMEB Bosko Preradovic e a EMEB Professor Pedro Augusto Gomes Cardim, além da Escola Estadual Dr. Fausto Cardoso Figueira de Mello.
O caso mais recente foi registrado nesta terça-feira (15/9) na EMEB Professor Pedro Augusto Gomes Cardim, no bairro Assunção, onde salas e corredores ficaram alagados após as chuvas. De acordo com mães de alunos, a escola já havia comunicado o problema à administração municipal desde março. As famílias também afirmam que a APM e a direção da unidade realizaram as ações que estavam ao alcance da escola para tentar solucionar a situação.
Duas turmas precisaram ser transferidas das salas de aula para espaços adaptados. Uma foi encaminhada à biblioteca e outra à sala Maker, que, de acordo com relatos, não possuem carteiras e cadeiras suficientes e apropriadas. Os ruídos do refeitório também prejudicam a concentração dos estudantes.
O segundo andar da unidade também é motivo de preocupação entre os responsáveis, diante dos alagamentos nos corredores. A área é frequentada por alunos a partir dos 7 anos.
Além da unidade do Assunção, também foram registrados nos últimos dias problemas na EMEB Professora Neusa Macellaro Callado Moraes, no mesmo bairro, na EMEB Edson Danilo Dotto, no Parque Selecta, e na EMEB Bosko Preradovic, no Las Palmas.
De acordo com a Prefeitura, o volume acumulado de chuva em 96 horas chegou a 108,24 milímetros. Nas escolas, os principais problemas registrados foram infiltrações e goteiras em salas de aula e outros ambientes. A administração municipal afirma que o entupimento de calhas, provocado pelo acúmulo de folhas, contribuiu para parte das ocorrências. Em alguns casos, também foram identificadas questões estruturais relacionadas à construção dos prédios.
Manutenção
Em nota ao RD, a Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria de Serviços Urbanos, informou que iniciou nesta terça-feira (15) a manutenção na EMEB Professor Pedro Augusto Gomes Cardim. Duas salas de aula foram isoladas para o início das intervenções, além de um banheiro localizado na parte superior da unidade. “Os alunos que utilizavam esses espaços foram realocados para garantir o aprendizado e o funcionamento da escola”, destaca a administração.
A Prefeitura informa ainda que reforça os serviços de manutenção em 17 escolas da rede municipal e em outros equipamentos públicos. “Apesar das ocorrências, nenhuma das escolas afetadas teve as aulas suspensas”, afirma.

Alagamentos atingem unidade estadual
Na rede estadual, a Escola Estadual Dr. Fausto Cardoso Figueira de Mello, na Paulicéia, também registrou problemas após as chuvas. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram salas de aula e corredores molhados.
Em resposta ao RD, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), por meio da Unidade Regional de Ensino (URE) São Bernardo, informa que a equipe de limpeza da escola atuou imediatamente para conter a água da chuva e realizar a limpeza dos ambientes de convivência afetados. “As aulas não foram impactadas e seguem normalmente”, afirma.
A URE revela ainda que, no início de setembro, foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) autorização para o prosseguimento do processo licitatório de uma obra de reparos estruturais na escola. “O prazo médio para execução é de até seis meses após a contratação”, destaca.

Goteiras afetam unidade de São Caetano
Em São Caetano, a EMEF Dom Benedito Paulo Alves de Souza (Escola Municipal de Ensino Fundamental) apresenta problemas com goteiras durante os dias de chuva. De acordo com relatos, a água entra nas salas e escorre pelas paredes e lousas.
As infiltrações fazem com que os professores precisem reorganizar as carteiras para evitar que a água alcance os estudantes e os materiais utilizados nas aulas. A Prefeitura de São Caetano foi questionada sobre a situação, mas não respondeu à reportagem até o fechamento desta matéria.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
