
Mauá prepara um plano de contingência para ampliar a capacidade de resposta da rede municipal diante de possíveis eventos climáticos extremos. A estratégia considera cenários como chuvas intensas, enchentes, deslizamentos, calor excessivo, interrupções prolongadas de energia, danos à infraestrutura e deslocamento de moradores. O tema foi discutido sexta-feira (28/8), durante reunião da Sala de Situação de Eventos Climáticos, grupo que reúne gestores de diferentes áreas da Saúde.
O município avalia a estrutura disponível, os pontos de risco e a população mais vulnerável para definir medidas que permitam uma resposta mais rápida em situações de emergência. Entre as medidas em avaliação está a ampliação temporária da capacidade de atendimento do Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini, das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e CAPS (Centros de Atenção Psicossocial).
A Secretaria também analisa a utilização de espaços para instalação de postos volantes e o reforço da capacidade de resposta do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). A intenção é estabelecer previamente alternativas para ampliar os atendimentos de urgência e emergência caso uma ocorrência de grande proporção aumente a demanda.
O abastecimento de medicamentos e insumos também integra o planejamento. A pasta avalia estoques, distribuição e alternativas de reposição para evitar desabastecimento diante de eventuais dificuldades logísticas. “Não vamos esperar a crise acontecer para começar a pensar no que fazer. Temos de estar organizados para agir com rapidez diante de situações extremas. Precisamos considerar o pior cenário para que, se ele vier, estejamos preparados para minimizar riscos e salvar vidas”, afirma a secretária municipal de Saúde, Eliene de Paula Pinto.
Energia e vacinação entram no planejamento
Outro ponto do plano é a manutenção de serviços essenciais durante possíveis quedas prolongadas de energia. A Prefeitura avalia o uso de geradores e outros equipamentos para preservar estruturas críticas, sobretudo as câmaras frias responsáveis pela conservação de vacinas e medicamentos.
As Vigilâncias em Saúde também terão papel no acompanhamento dos riscos após enchentes e alagamentos. Entre os pontos de atenção estão a qualidade e possível contaminação da água, doenças transmitidas por vetores e outros problemas de saúde associados às condições climáticas.
O planejamento inclui ainda os efeitos posteriores aos eventos extremos, como doenças respiratórias, agravamento de doenças crônicas, sofrimento psicológico, interrupção de tratamentos e dificuldade de acesso a medicamentos. “A emergência humanitária não termina quando a chuva para ou a água baixa. Nosso plano precisa considerar todo o ciclo”, ressalta Eliene.
Plano deve ser concluído na próxima semana
A Secretaria de Saúde espera consolidar na próxima semana os dados levantados pelas diferentes coordenadorias, com informações sobre estrutura disponível, vulnerabilidades, necessidades e possibilidades de expansão dos serviços.
O material servirá de base para a conclusão do plano de contingência da Saúde e para a integração da estratégia com o planejamento municipal de preparação para possíveis eventos climáticos extremos. As informações também devem subsidiar o encaminhamento de dados à Secretaria de Estado da Saúde.
“A ideia é chegar à sala de crise do governo municipal com as informações já organizadas. Planejar com antecedência significa ter condições de solicitar recursos e apoio no momento certo. Quanto mais preparados estivermos, maior será nossa capacidade de resposta. Trata-se de uma questão de responsabilidade com a população”, afirma a secretária Eliene.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
