
São Paulo contabiliza os danos e tenta retomar a normalidade nesta quinta-feira (30/07), após rajadas de vento de mais de 100 km/h deixarem três mortos, provocarem estragos e afetarem voos em todo o Estado na quarta-feira (29).
A capital registrou ventos de até 75,3 km/h, segundo a Defesa Civil do Estado. A ventania afetou o fornecimento de energia elétrica. Na quarta-feira (29), a Enel informou que, por volta das 19h, 43.817 clientes permaneciam sem energia. No site da empresa, por volta das 7h30 desta quinta-feira (30), pouco mais de 2,6 mil clientes ainda estavam sem fornecimento. Procurada para informar quantos casos ainda tinham relação com os ventos, a empresa não respondeu.
Na quarta-feira (29), o Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital, teve 54 voos alterados devido às condições meteorológicas. A concessionária Aena informou que 32 chegadas e 22 partidas foram canceladas. Nesta quinta-feira (30), outras três chegadas e duas partidas também foram canceladas por ajuste de malha aérea.
A Aena informou que a infraestrutura do aeroporto está disponível para pousos e decolagens e orientou passageiros a consultarem as companhias aéreas antes de se deslocarem ao terminal.
No Aeroporto de Guarulhos, dois voos foram desviados para outros aeroportos na quarta-feira (29). A situação foi normalizada às 14h45. Em Viracopos, não houve impactos.
Na manhã desta quinta-feira (30), todas as linhas do Metrô e dos trens, incluindo as privatizadas e as administradas pela CPTM, operavam normalmente. Não houve registro de impactos no transporte por ônibus.
Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo (CGE), a previsão é de mudança nas condições do tempo ao longo do dia, com aumento da nebulosidade, chuviscos isolados e queda da temperatura máxima.
No litoral, duas pessoas morreram. Em Santos, um homem em situação de rua morreu após ser atingido por uma árvore na Avenida Almirante Cochrane, no bairro Estuário. Em São Sebastião, uma embarcação com cinco ocupantes naufragou no canal entre a cidade e Ilhabela. Um pescador morreu durante as buscas.
Itanhaém, na Baixada Santista, registrou rajadas de 111 km/h. As maiores velocidades foram em Itaporanga e Itaí, com 124,9 km/h, Taquarituba, com 117 km/h, Arandu, com 113,1 km/h, e Paranapanema, com 113 km/h.
O governo de São Paulo reforçou a atuação no litoral e enviou equipes da Defesa Civil para Peruíbe, onde acompanham as ocorrências causadas pela frente fria.
A terceira morte ocorreu em Cesário Lange, onde um homem morreu após uma árvore cair sobre o veículo em que estava.
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