
A influenciadora Pietra Bertolazzi voltou a se manifestar nesta sexta-feira (24/07) sobre a repercussão de seus comentários sobre o BTS durante a final da Copa do Mundo de 2026. Após ser acusada por internautas de xenofobia e homofobia, ela afirmou que passou a ser alvo de uma série de ataques nas redes sociais e classificou os responsáveis como uma “organização criminosa”.
Em nota enviada ao Metrópoles, Pietra declarou que a situação ultrapassou uma simples discordância de opiniões e afirmou que medidas legais estão em andamento. Segundo a influenciadora, o caso já é acompanhado pela Delegacia de Crimes Cibernéticos de São Paulo, que reúne provas dos supostos ataques.
Na nota, Pietra afirmou que foi vítima de ataques coordenados após publicar sua opinião sobre o grupo sul-coreano. Ela disse que mensagens, perfis e outras ações consideradas criminosas estão documentadas para serem encaminhadas às autoridades.
“Nos últimos dias, tornei-me alvo de todos os tipos de ataques coordenados por parte do que se pode considerar uma organização criminosa após a manifestação de uma opinião sobre um tema de interesse público e cultural”, declarou.
A influenciadora também afirmou que alguns dos envolvidos já foram identificados e poderão responder por crimes como associação criminosa, fraude eletrônica, invasão de dispositivo informático, falsa identidade, ameaça, perseguição (stalking), falsidade ideológica e crimes contra a honra.
Pietra nega acusações de xenofobia e homofobia
Após a repercussão de suas declarações sobre o BTS, Pietra negou que seus comentários tenham tido caráter xenofóbico. Segundo ela, a crítica foi direcionada apenas a uma estética presente em parte da indústria do entretenimento contemporâneo, e não à cultura ou à nacionalidade sul-coreana.
Como exemplo, a influenciadora citou o boxeador japonês Naoya Inoue e afirmou que sua referência estava relacionada a uma visão pessoal sobre masculinidade e imagem, e não a uma crítica contra determinado povo.
A palavra “afeminado”, utilizada em sua manifestação anterior, teria sido usada apenas para descrever características de aparência e expressão, sem relação com orientação sexual.
Influenciadora diz que ataques tiveram caráter misógino
Ainda na nota enviada ao Metrópoles, Pietra afirmou que os ataques recebidos também assumiram “contornos claramente misóginos”, com insultos relacionados ao fato de ser mulher, além de críticas à sua fé cristã.
A influenciadora declarou que continuará colaborando com as investigações, mas não pretende fazer novos comentários públicos sobre o caso enquanto o processo estiver em andamento.
“Divergências de opinião pertencem a um estado livre. Ameaças de morte, perseguição, falsidade ideológica, organização criminosa, fraude, roubo, exposição de dados pessoais e intimidação pertencem ao Código Penal”, afirmou ao final do comunicado.
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