A Braskem concluiu recentemente a sétima edição de seu programa de apoio ao empreendedorismo feminino, Empreendedoras Braskem. Neste ano, 39 mulheres concluíram a formação, sendo que as três que apresentaram a melhor estrutura de negócios receberam um prêmio para investir. Ao RD Momento Econômico desta quarta-feira (15/07), duas das três vencedoras falaram sobre a ação e o apoio recebido nesse processo.
O programa conta com uma formação de 80 horas que busca abordar os mais diversos assuntos ligados ao empreendedorismo, desde vendas, precificação, comunicação, marketing e até a parte jurídica. A ação contempla mulheres que empreendem no entorno do Polo Petroquímico do ABC, ou seja, em Mauá, Santo André e São Paulo. Nesse ano as vencedoras foram Karina Fé Cavalcanti (Bejalife Doces e Salgados), Camilla Barbosa (Studio Delicada Moça) e Amanda Alves (Vertex 3D).
“E através desse curso, muitas coisas mudaram na minha vida. Hoje eu consigo precificar melhor os meus produtos, eu consigo verificar o meu financeiro, o que estava errado hoje, já consigo achar esse erro, e até mesmo a divulgação, a divulgação do meu trabalho.”, diz Kamilla, primeira colocada, que deixou de lado sua formação jurídica para apostar no mercado gastronômico.

“Eu não tinha noção do programa, do que ele proporcionava, e aí durante as aulas, eu comecei a aplicar bastante as atividades que elas falaram, parte principal financeira, parte de venda, e fui ter uma noção do meu negócio no storytelling, e aí foi onde eu entendi o que era o programa, até porque no começo eu falava para a multiplicadora, eu falava assim, eu não tô me encaixando, eu não tô entendendo, e aí com o tempo eu fui entendendo exatamente o que o programa veio passando, e aí eu comecei a entender o que era o meu negócio de verdade, o que foi essa trajetória, e comecei a aplicar”, disse Camilla, que ficou na segunda colocação, e que tem formação em Podologia.
A analista de Relações Institucionais da Regional SP e gestora do Empreendedoras Braskem, Julia Gonçalves, ressaltou a importância de uma oportunidade para que as mulheres possam receber orientação correta para empreender e que possam receber o acolhimento necessário para seu negócio.
“Quando o curso inicia, a gente não começa abordando puramente a teoria sobre a precificação, a teoria da gestão financeira, a teoria sobre o marketing, não, a gente passa também, a gente aborda ali uma jornada com elas, que é muito voltada para o autoconhecimento. Então, a gente tem um exemplo de alunas que chegaram, começaram a turma com uma ideia de um negócio, elas já estavam iniciando ali, né, a empreender em um determinado setor, e aí depois elas passarem por essa jornada de autoconhecimento, entender quais eram as aptidões delas, o que elas mais gostam de fazer, dentre as coisas que elas gostam de fazer, o que pode gerar renda para elas, enfim.”, exemplifica.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
