O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quinta-feira (9/7) que continua a buscar que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) contribua para estender o Desenrola Adimplentes, programa de renegociação de dívidas voltado para quem está com os débitos em dia, a mais bancos privados.
“Sigo com meus pedidos à Febraban — ao meu amigo Isaac (Sidney), que é o presidente da Febraban, e ao Milton Maluhy (CEO do Itaú), que é o presidente do conselho da Febraban — para que a gente estenda esse programa aos demais bancos”, disse o ministro durante uma entrevista à Rádio Gaúcha.
Lançado pelo governo em junho, o Desenrola Adimplentes busca aliviar as taxas de juros pagas por trabalhadores informais que estão com as dívidas em dia, mas pagam juros muito elevados. As renegociações são garantidas pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO), mas os bancos têm menos incentivos para aliviar as taxas de quem tem pago as parcelas.
Até agora, só Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, além de “um ou dois bancos privados”, segundo Durigan, sinalizaram interesse em atuar no Desenrola Adimplentes.
Durante a entrevista, o ministro da Fazenda afirmou que o endividamento das famílias está em nível “muito ruim” e que a maior parte das dívidas foi contraída durante a pandemia de covid-19. Por isso, ele disse que o governo decidiu lançar o Desenrola como uma medida paliativa e pontual, embora o programa já esteja na segunda edição.
Durigan defendeu que, além de fazer a renegociação, também é necessário produzir crédito de boa qualidade, com juros menores. Ele usou os consignados do INSS, dos servidores públicos e dos trabalhadores da iniciativa privada como exemplos de linhas desse tipo.
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