
Nesta quinta-feira (02/07), São Bernardo iniciou a implantação de novas tecnologias para monitorar e reduzir a população do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Nesta primeira etapa, equipes da Secretaria de Saúde instalaram seis ovitrampas na Vila São Pedro para medir o nível de infestação do vetor.
As ovitrampas são recipientes com água, levedo de cerveja e uma lâmina que atrai a fêmea do mosquito para a postura de ovos. Após a coleta, o material permite avaliar a presença do Aedes aegypti e direcionar as ações de controle.
Na próxima fase, prevista para agosto, o município instalará 500 EDLs (Estações Disseminadoras de Larvicida). Desenvolvidos pela Fiocruz, os equipamentos fazem com que a fêmea entre em contato com o larvicida e o transporte para outros criadouros, impedindo o desenvolvimento das larvas.
A Vila São Pedro foi escolhida pelo Ministério da Saúde para receber a tecnologia por abrigar uma das 20 maiores comunidades do país. A estratégia busca ampliar a eficiência das ações de enfrentamento às arboviroses.
As ovitrampas foram instaladas em cinco residências e na Igreja Diocesana de Santo André, localizada na região. Os dispositivos estão distribuídos pelas ruas dos Pioneiros, das Rosas e Bahia, além da Avenida Dom Pedro de Alcântara.
Em cinco dias, equipes da Divisão de Veterinária e Controle de Zoonoses retornarão aos imóveis para recolher as lâminas com os ovos. As armadilhas permanecerão nos locais por duas semanas.
Já as EDLs ficarão instaladas por seis meses. Durante esse período, agentes de combate às endemias realizarão vistorias mensais para verificar os níveis de água e de larvicida. Os moradores deverão apenas repor a água dos recipientes, conforme orientação das equipes técnicas.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
