
Cobrado por um melhor desempenho, o Brasil faz nesta sexta-feira (19/06), na Filadélfia, jogo decisivo para definir seu rumo na primeira fase da Copa do Mundo. Após empatar com o Marrocos, a seleção brasileira enfrenta o Haiti, com a necessidade de ganhar para não correr riscos no Mundial. A bola rola às 21h30 no Lincoln Financial Field.
Mais do que o resultado na estreia, o futebol pobre fez aumentar a pressão sobre a seleção de Carlo Ancelotti, criticado pela escalação inicial no Mundial.
“Temos que melhorar no equilíbrio e na qualidade do jogo. Errar menos passes. Temos a qualidade para fazê-lo, ter um jogo de entretenimento, temos jogadores de força e potência. O pensamento potencial é de fazer melhor. E temos que fazer melhor”, reconheceu Ancelotti.
“A autocrítica dos jogadores foi positiva. Trabalhamos nesses dias para solucionar isso e acho que vamos. Seja antes ou depois, vamos solucionar. Sigo confiante de que a equipe será competitiva nessa Copa.”
A ideia é vencer, convencer e, se possível, com larga margem de gols diante do rival caribenho, considerado o oponente mais frágil do Grupo C, integrado também pela Escócia. Pode ser importante fazer saldo na disputa pelo primeiro posto da chave. “Precisamos entrar ligados e muito fortes”, avisou o zagueiro Gabriel Magalhães.
Cobrado, Ancelotti indicou que fará mudanças na equipe. Da lateral-direita ao ataque, o italiano pode promover até quatro modificações. Ele não quis revelar quais serão as alterações nem se mudará o esquema de jogo, mas confirmou que o time não será o mesmo. “Algumas mudanças vamos fazer, vou colocar alguns jogadores que estão mais frescos que outros.”
Danilo, na lateral-direita, Fabinho, no meio de campo, e Matheus Cunha, no ataque, são os nomes mais cotados para entrar no time. Eles entrariam nas vagas de Ibañez, Casemiro e Igor Thiago.
Luiz Henrique também tem boas chances de começar entre os titulares no lugar de Lucas Paquetá, o que faria o treinador voltar a usar o esquema com quatro atacantes de que tanto gosta.
Certo é que Neymar, apesar de ter retornado ao campo desde a última terça-feira, ainda está em transição física e não joga. Recuperado da lesão na panturrilha, o atacante tem feito atividades no campo acompanhado do preparador físico Cristiano Nunes. Ele sequer viajou a Filadélfia. A opção foi mantê-lo na estrutura utilizada pelo Brasil em Nova Jersey.
EM BUSCA DO PRIMEIRO PONTO EM COPAS
A tarefa do Haiti é conquistar o primeiro ponto em uma Copa do Mundo. A equipe caribenha disputa o torneio pela segunda vez – a primeira foi em 1974, na Alemanha Ocidental – e nunca venceu um jogo. Na estreia, foi derrotada por 1 a 0 pela Escócia.
Migné, de 52 anos, comanda desde março de 2024 “Les Grenadiers” (“Os Granadeiros”), epíteto que se refere aos soldados da Revolução Haitiana, movimento que levou à independência do país em 1804.
O treinador sabe o que é ganhar do Brasil em um Mundial. Em 2022, ele era auxiliar técnico de Camarões, que derrotou o Brasil, então treinado por Tite, por 1 a 0. “Fizemos o Brasil sofrer bastante na última edição. Vamos tentar repetir isso.”
A atual crise de segurança no Haiti é tão grande que Migné, que é francês, nunca pisou no país. A seleção mandou seus jogos das Eliminatórias em Curaçao. “Com o Haiti, nada nunca é fácil”, diz. “Se conseguirmos nos classificar, será com muito sofrimento. Talvez isso aconteça apenas nos minutos finais da terceira partida.”
Autor de 44 gols, o maior artilheiro da seleção haitiana ainda defende a seleção caribenha. Trata-se do centroavante Duckens Nazon, de 32 anos. Com passagens pelo Wolverhampton, da Inglaterra, o camisa 9 é nascido na França e atua hoje pelo Esteghlal, do Irã. Outro destaque é o meia-atacante Ruben Providence, de 24 anos.
FICHA TÉCNICA
BRASIL X HAITI
BRASIL – Alisson; Danilo; Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Fabinho, Bruno Guimarães; Luiz Henrique, Raphinha, Matheus Cunha e Vini Jr. Técnico: Carlo Ancelotti.
HAITI – Placide; Arcus, Ricardo Adé, Delcroix e Expérience; Louicius Deedson, Danley, Bellegarde e Providence; Pierrot e Isidor. Técnico: Sébastien Migné.
ÁRBITRO – Alejandro Hernández (Espanha).
HORÁRIO – 21h30 (de Brasília).
LOCAL – Lincoln Financial Field, Filadélfia, EUA.
ONDE ASSISTIR – CazéTV, Globo, SporTV, GE TV, SBT e N Sports.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
