
Por Ricardo Ferreira
O colesterol elevado continua sendo um dos maiores vilões da saúde cardiovascular, e o principal responsável por casos de infarto agudo do miocárdio. Ele não apresenta sintomas claros, ou seja, o acúmulo de gordura nas artérias pode crescer por anos sem que o paciente perceba, resultando em um evento grave, de forma súbita.
O colesterol não é um inimigo por natureza. Trata-se de uma gordura essencial para produzir hormônios, vitamina D e manter as células funcionando. O problema é o desequilíbrio no famoso LDL (o “colesterol ruim”). Quando está alto, ele se deposita nas paredes das artérias, levando à formação das Aterosclerose, que são as placas de gordura que, com o tempo, podem entupir o fluxo sanguíneo.
Se esse entupimento ocorre nas artérias que levam sangue ao coração (as coronárias), o resultado é o infarto. Infelizmente, para muitas pessoas, o primeiro sinal de alerta já é o próprio infarto. Embora a genética tenha um papel importante, o estilo de vida é o grande influenciador. Os principais fatores de risco são:
- Dieta rica em gorduras saturadas e produtos ultraprocessados;
- Falta de atividade física (sedentarismo);
- Tabagismo e consumo excessivo de álcool;
- Presença de outras doenças, como diabetes e hipertensão.
A prevenção é extremamente eficaz e pode salvar vidas. O controle dos níveis de gordura no sangue passa por três pilares fundamentais: mudança de hábitos; acompanhamento médico e check-up regular. Cuidar do colesterol é, acima de tudo, cuidar do coração. E a prevenção continua sendo o caminho mais seguro para evitar complicações e garantir mais qualidade de vida ao longo dos anos.

Ricardo Ferreira Silva é cardiologista
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
