
O vereador Josemundo Dario Queiroz, o Josa (PT), criticou nesta semana o uso de um drone pela Prefeitura de Diadema para dispersar pancadões em regiões periféricas da cidade. O equipamento, adquirido por R$ 365 mil sem processo licitatório, é usado para lançar gás lacrimogêneo em locais onde ocorrem festas de rua. A denúncia foi feita durante sessão da Câmara Municipal.
Segundo o parlamentar, além da ausência de licitação, a forma como o drone é empregado representa uma medida “criminosa e despreocupada com a comunidade”. Josa também questiona a ética no manuseio do equipamento e o impacto da ação nos moradores e comerciantes.
“O que me preocupa é como esses eventos são tratados, com uso de equipamentos letais. Não me parece o melhor modo de coibir esses eventos”, declarou. “Falamos de regiões periféricas, sem considerar o impacto que o gás causará”, completou.
Em nota o monitoramento aéreo vai melhorar o desempenho da GCN (Guarda Civil Municipal), “É importante destacar que a principal finalidade do drone é o monitoramento aéreo. O equipamento permitirá uma visão tática e em tempo real das regiões da cidade, especialmente em áreas de maior vulnerabilidade, o que ampliará a capacidade de resposta da Guarda Civil Municipal (GCM) e garantirá mais segurança para a população e para os agentes em serviço. O drone poderá, em situações específicas e autorizadas, ser utilizado para o lançamento de recursos não letais, como gás lacrimogêneo, de forma remota, segura e proporcional, em casos extremos de resistência ou risco coletivo. Essa possibilidade técnica está de acordo com os protocolos de segurança pública e os princípios de respeito aos direitos humanos”, sustenta a prefeitura.
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