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Após 10 anos sem Celso Daniel, ex-esposa rechaça crime político


sábado, 21 de janeiro de 2012 0:23 [1 Comentário(s)]
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Rafael Nunes
Foto - Marciel Peres

Passada uma década após a morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, morto por 11 tiros em Juquitiba após ser sequestrado, a ex-esposa do político rechaçou a teoria de que o petista tenha sido alvo de um crime político. Segundo Ivone Santana, tal hipótese é considerada por ela “muito louca”.

“Que mundo é esse em que matam um legista para encobrir um crime? Nunca perdi o sono por isso. Só pelo ‘recorte’ que o Ministério Público fez das coisas”, criticou, em alusão à versão do MP e dos irmãos de Celso, João Francisco Daniel e Bruno Daniel. De acordo com tal teoria, o ex-prefeito fora assassinado devido a um esquema de corrupção envolvendo a prefeitura andreense e o PT.

Ivone afirmou, após homenagem a Celso Daniel nesta sexta-feira (20) na Fundação ABC, que o único sentimento de mágoa que ainda sente sobre o caso diz respeito à demora no julgamento dos acusados. “O apaziguamento que tenho é que oito pessoas estão pressas, mas é um absurdo. Esse é o mundo em que a gente vive”, desabafou.

A homenagem ao prefeito contou com a presença do chamado núcleo duro do PT no ABC. Prefeitos petistas (Luiz Marinho, Mário Reali, Oswaldo Dias), os deputados Carlos Grana e Vanderlei Siraque, além do senador Eduardo Suplicy e lideranças políticas participaram do ato, que contou até com a leitura de uma carta de Celso Daniel, quando criança.

Em homenagem ao petista, Marinho anunciou a nomeação do CEU (Centro Educacional Unificado) Três Marias, em fase de construção em São Bernardo, com o nome do ex-prefeito de Santo André.

Rixa – em meio à polêmica envolvendo a atual administração andreense e a organização do evento, na figura da filha e ex-mulher de Celso Daniel, a vice-prefeita Dinah Zekcer negou que o município tenha rejeitado a cessão do Teatro Municipal para a realização do evento. Segundo Dinah, o espaço passa por manutenção na torre do ar condicionado do teatro.

“Falei com o Aidan (Ravin) e ele disse que fosse feito o necessário para deixar o local à disposição. Não houve sequer um pedido oficial pela utilização do teatro”, citou Zekcer. Há uma semana e meia, a informação de bastidores dava conta de um “não” endereçado à família de Celso Daniel para a homenagem no Paço Municipal. 


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Comentários 

  • Sérgio Luiz dos Santos 21/1/2012 23:07:52 A Autoridade Policial já não concluiu o IP.?? e relatou-o concluindo por crime comum, que mais quer o MP!!! Tornar o caso outra vez é pura questão Politica!!! Imaginem se derem aos Promotores de Justiça a autonomia sobre as autoridades de policias como querem. Vão trabalhar um só caso de 10 em 10 anos.
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