Santo André desativa Gamboa, mas futuro de área está indefinido

A prefeitura de Santo André desativou definitivamente a favela Gamboa, no bairro Paraíso, encerrando o processo de remoção das casas que se arrastava há anos.

As poucas residências que ainda estavam de pé foram derrubadas nesta sexta-feira (30). A área de 35 mil m² começou a ser ocupada na década de 70 e chegou a abrigar cerca de mil famílias.

Ao contrário do que chegou a ser divulgado pela Prefeitura, ainda não está definido o que será feito com o terreno que abriga agora um monte de escombros.

A ideia de anexar a área – ou pelo menos parte dela –, ao Parque Central ou à Sabina vai depender de negociação do governo Grana com a AES Eletropaulo. A concessionária de energia possui linhas de transmissão de alta-tensão que passam pelo local.

“O governo vai abrir as tratativas com a Eletropaulo. Temos algumas ideias do que seria feito nessa área, mas não podemos avançar sem o diálogo que a gente pretende agora iniciar com a concessionária”, afirma o prefeito Carlos Grana. “Temos aqui o Parque Central, que tem uma demanda por estacionamento, por exemplo. São várias ideias”.

A retirada dos escombros do local também depende de decisão da AES Eletropaulo. Como os custos para dar destinação correta aos restos das casas e barracos são altos, a remoção do entulho vai demorar para acontecer – se é que vai ser realizada. A paisagem de escombros espalhados em cada canto do terreno pode não ser a mais agradável (lembra um cenário pós-terremoto), mas tem suas vantagens: dificulta novas tentativas de ocupação do local, facilitando a fiscalização da Prefeitura.

A maioria das famílias retiradas da Gamboa já está morando em unidades habitacionais entregues pela Prefeitura. Um total de 130 famílias recebe auxílio-aluguel enquanto aguarda a entrega de apartamentos.

Mais remoções
Depois de dar fim à favela Gamboa, o governo Grana mira agora em outra comunidade, que começará a ser desativada em fevereiro. “A prioridade é a comunidade Espírito Santo, na região da Cidade São Jorge. São 808 famílias. O pessoal ocupou inclusive em uma área que tem risco ambiental porque parte do aterro contaminou aquela área. Vamos dar prioridade para essa comunidade”, afirma o prefeito de Santo André.

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