Calheiros afirma que parte da imprensa é fascista

O presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), em conversa com jornalistas antes do início da sessão do plenário, acusou “parte da imprensa” de ser “fascista”, porque, na sua opinião, alimenta contra ele acusações que ele considera improcedentes. No Conselho de Ética do Senado, Calheiros responde a processo por suspeita de quebra de decoro parlamentar. Jornalistas pediram que explicitasse a quem se referia ao usar o termo “fascista”, Calheiros respondeu: “Não é o Conselho, não é o Senado, não é a imprensa. É parte da imprensa.” O senador teria quebrado o decoro ao aceitar que despesas pessoais suas fossem pagas por um lobista de uma empreiteira.

Sobre a idéia de entrega da presidência do Conselho de Ética ao líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), e da relatoria ao senador petista Aloizio Mercadante (SP), Calheiros disse que não lhe cabia discutir os cargos do Conselho. Mas elogiou os dois senadores: “Arthur é um grande quadro, um grande nome e um grande amigo. Pode ocupar qualquer cargo. Quanto a Mercadante, é honrado e isento.”

Sobre a conversa que teve hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, Calheiros disse que, a princípio, “conversa com presidente não se revela”. Mas, depois, ante a insistência de repórteres sobre eventual promessa de apoio presidencial, disse: “Essa coisa de dividir apoio é muito normal.” Calheiros voltou a acusar senadores do DEM de fazerem uso político do processo contra ele, Calheiros. “Se o PFL (DEM) fizer obstrução, vai ter de pagar o ônus político disso”, avisou. Calheiros voltou a dizer que sua “única pressa” é a de que “a verdade prevaleça”.

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