Polígono se especializa em formar bombeiro civil

Convidado a visitar o RDtv, o professor Marcelo Rosa Santos, diretor acadêmico do instituto, diz que é orgulho do Polígono formar os bombeiros as empresas da região.

Porta de entrada para o mercado de trabalho, os cursos profissionalizantes representam hoje um filão bastante explorado por escolas no Brasil. Uma delas resolveu enveredar somente neste nicho da economia e colhe bons resultados: o Instituto Polígono de Ensino. Com duas unidades em Santo André e outra em São Bernardo, a instituição reina sozinha em algumas searas. É o único que forma bombeiros profissionais civis em todo o ABC.

Convidado a visitar o RDtv, o professor Marcelo Rosa Santos, diretor acadêmico do instituto, diz que é orgulho do Polígono formar os bombeiros as empresas da região. “É um mérito nosso”, ressalta o diretor do instituto, que nasceu em 1987, na rua Xavier de Toledo, em Santo André, e hoje tem cerca de 3 mil anos.

Simulado 

Neste sentido, o Polígono é um dos parceiros do simulado de acidente com múltiplas da vítimas, que acontece nesta segunda-feira (15), no Grand Plaza Shopping, em Santo André. A ação visa treinar as equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), para uma eventual tragédia, baseada em explosão com incêndio e fumaça tóxica, a exemplo da catástrofe ocorrida em janeiro deste ano na boate Kiss, na gaúcha cidade de Santa Maria.

O objetivo é também mensurar a capacidade de Santo André atuar numa catástrofe. No simulado, que tem atuação do oitavo Grupamento do Corpo de Bombeiros e outras instituições e empresas do ABC, os alunos do curso de enfermagem atuarão com caracterização das 25 vítimas fictícias, que encenarão crises de pânico, sofrimento e complicações médicas de uma situação real.

Também os alunos dos cursos de segurança do trabalho de bombeiro profissional civil estarão em cena para socorrer as vítimas e ajudarem no transporte e deslocamento aos hospitais. “Será uma grande intervenção, que em sala de aula não é possível fazer para treinar o aluno”, diz o professor, ao contar que outro simulado foi feito dois anos atrás em conjunto com a Ecovias, em Cubatão.

Marcelo Rosa Santos afirma que praticamente todos os cursos técnicos ministrados pelo instituto estão em alta e tem boa empregabilidade, como logística, segurança do trabalho – o carro chefe -, estética, veterinária e próteses dentárias, este outra área em que o Polígono atua sozinho no ABC. “O mercado está bem receptivo para o curso técnico, de 18 meses”, destaca.

Entre os cursos livres ou profissionalizantes, o carro chefe é bombeiro profissional civil, ministrado em apenas 6 meses. Outros são desenvolvidos para atender à necessidade imediata do mercado, como atendimento pré-hospitalar, aplicação de injetáveis (para farmácias), análises clínicas (laboratórios), segurança do trabalho, outro muito solicitado.

Com baixa evasão de alunos, o Polígono está antenado com a demanda do mercado. A última investida foi o desenvolvimento do sistema de modularização, em que o estudante recebe o certificado gradativamente, à medida que avança o curso. Com isso, a escola abre oportunidade para o futuro profissional entrar mais rápido no mercado de trabalho.

Outra novidade foi a criação de cursos inglês e espanhol. “Tiramos o inglês da grade de alguns cursos, porque era maçante para aqueles que não estavam interessados e abrimos vagas para cursos exclusivos”, conta. Com mensalidade em torno de R$ 320, Santos conta que o valor não é custo, mas investimento para o aluno, em razão do retorno imediato. “Há cursos em que o piso salarial é de R$ 2 mil”, diz. 

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