Park Shopping puxa crescimento econômico

Shopping é o principal responsável pela estimativa de aumento na arrecadação / Foto: Forlan Magalhães

A economia de São Caetano sempre foi considerada saudável em relação à conjuntura do País. Com um PIB per capita bem acima da média do Estado de São Paulo (R$ 58.649 contra R$ 26.202, segundo dados de 2009 da Fundação Seade), o município tem a receita ancorada, principalmente, no desempenho da indústria automobilística, de metal e plásticos. Entretanto, no seu 135º aniversário, São Caetano também vive um momento de alta no setor de serviços, proporcionada, especialmente, pelo retorno do Park Shopping São Caetano, hoje um dos maiores centros comerciais da região.

Inaugurado em novembro, o shopping é o principal responsável pela estimativa de aumento de R$ 30 milhões na arrecadação total prevista para 2012, em comparação ao resultado do ano passado. A receita passará dos R$ 734 milhões para R$ 760 milhões.

“Sem dúvidas, a inauguração do Park Shopping serviu para estimular nossos números no setor de serviços e de comércio, ao criar mais de cerca de 4 mil empregos e fazer com que o consumo de nossos munícipes também ficasse mais na cidade”, comemora Celso Amâncio, secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade. Apenas no primeiro semestre de 2012, a arrecadação verificada no setor de serviços passou de R$ 61,4 milhões para R$ 67 milhões, em relação aos seis primeiros meses do ano passado.

Para ajudar a população local a aproveitar as recentes oportunidades de colocação, Amâncio destaca o trabalho do Cemeq (Centro Municipal de Emprego e Qualificação), responsável por intermediar mais de 4,2 mil recolocações no mercado de trabalho. “Este centro se transformou num grande ícone no processo de busca de emprego”, diz. São Caetano também procurou estabelecer parcerias com entidades, como o Sebrae e o Senai, que ainda colaboram com a orientação e preparação dos profissionais.

Crise na GM e ICMS da Transpetro acendem alerta no município
Historicamente, o resultado econômico de São Caetano sempre teve origem na participação direta da General Motors e da Transpetro, distribuidora de petróleo da Petrobras. Nas últimas semanas, ambas foram alvos de polêmicas que acenderam luz de alerta no município.

Enquanto a montadora passa por uma crise que resultou no plano de demissão voluntária na planta de São José dos Campos e assustou os cerca de 10 mil funcionários da fábrica de São Caetano, a Transpetro foi envolvida numa disputa por tributos com Mauá. O deputado estadual e candidato a prefeito da cidade, Donisete Braga (PT) alega que por ser refinado em território mauaense o ICMS pago pela Transpetro deveria ser destinado ao município.

No entanto, em entrevista concedida ao RD, o prefeito de São Caetano, José Auricchio Junior (PTB), fez questão de negar qualquer tipo de mudança nas questões relacionadas com as duas empresas. Segundo Auricchio, o único reflexo que poderá ser sentido na fábrica da GM na cidade será o aumento da produção como estrategia para contornar o desfalque de mão de obra causado pelas demissões em São José dos Campos. “As tratativas com a GM sempre foram as melhores possíveis, com perspectivas de longo prazo e atividades de renovação da planta” afirma.

O prefeito é ainda mais enfático em relação ao repasse de ICMS pago pela Transpetro, ao alegar que não há a mínima possibilidade desta condição ser alterada pela vontade de um único político. “Isso não é um privilégio de uma cidade ou de outra, é uma regra muito clara na política fiscal nacional, do pacto federativo regido pela Constituição. Não é a vontade de um prefeito ou de um agente público que mudará isso”, garante. Auricchio diz que sempre foi defensor desta tributação, porque a Transpetro atua em São Caetano. “Se um dia ela mudar, outra cidade receberá esses valores”, diz.
 

Comentários