ABC - quarta-feira , 17 de julho de 2024

Paróquias do ABC dão início às quermesses nos fins de semana

Igrejas da região iniciaram festividades já no mês de maio (Foto: Banco de Imagens)

Ainda é maio, mas os voluntários das paróquias já se movimentam para iniciar a tradicional quermesse. Algumas vêm com novidades gastronômicas e outras atrações, como bingo e outras brincadeiras, para alegria dos fãs nas sextas, sábados e domingos, que não abrem do melhor da festa, com muitos quitutes: quentão, vinho quente, pinhão, canjica, paçoquinha, maçã do amor, churrasquinho, carne louca e outras delícias. Em várias paróquias as atividades já começaram.

Na Paróquia Santa Luzia, Virgem e Mártir, em São Bernardo, a festividade iniciou e segue até 16 de junho, das 18h as 22h. Com expectativa de receber 500 visitantes, conta com o trabalho de 50 voluntários para o público saborear a variedade gastronômica e aproveitar as brincadeiras oferecidas. A paróquia se encontra na rua Josefina Feltrin, 110, no Jardim Thelma.

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No bairro de Rudge Ramos, em São Bernardo, a Paróquia São João Batista, espera receber cerca de 5 mil pessoas na tradicional quermesse, que começou sexta-feira (17/5) e segue até 14 de julho (domingo), das 18h as 23h. Com a participação de 810 voluntários, a festa na praça São João Batista oferece um cardápio com pratos típicos e bingo.

Fogaça

Em Santo André, a festa junina da Paróquia Santa Gemma Galgani (rua Paulino de Lima, 40, no Jardim Ana Maria), também começou e segue até o dia 23 de junho (domingo), das 18h às 23h. Uma das novidades gastronômicas é a fogaça, que estará à disposição do público, também estimado em 500 pessoas. Cerca de 60 voluntários atuam nas atividades.

No próximo sábado (25/5), a Paróquia Santo Arnaldo Janssen, em Diadema, inicia a festa junina, que até 7 de julho (domingo), das 18h às 23h. Com expectativa de atrair cerca de 500 visitantes, os voluntários dizem que a festa oferece ambiente familiar e terá preços acessíveis numa variedade de pratos típicos, preparados pelos 50 participantes. A Paróquia está localizada na avenida Brasília, 400, no bairro Campanário.

Também no dia 25, sábado, e até 6 de julho (sábado), das 17h às 22h, a Paróquia Santa Rita de Cássia (rua Padre Agnaldo Sebastião Vieira, 70, Vila Pinheirinho), em Santo André, realiza a quermesse, com o auxílio de 80 voluntários, com a expectativa de atrair cerca de 200 visitantes.

Em São Caetano, os voluntários da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida (rua Oriente, 455, bairro Barcelona), estimam receber público de 4 mil pessoas, na quermesse, que acontece entre os dias 1° e 30 de junho, sempre sábado e domingo, das 18h às 22h. A festa oferece preços acessíveis na variedade gastronômica e brincadeiras. A ação conta com a participação de 60 voluntários.

Festa junina e a Igreja Católica

As quermesses exercem papel fundamental nas paróquias, pois são responsáveis por arrecadar recursos para as ações sociais destinadas à população carente. Mas a princípio, celebram três santos católicos: Santo Antônio (13 de junho), São Pedro (29 de junho), e São João Batista (24 de junho).

Porém, o padre Hamilton Gomes do Nascimento, da Diocese de Santo André, conta que a festa vai além da religião. “A Igreja possui diversas festas litúrgicas, como a Páscoa e o Natal. A festa junina transcende a dinâmica celebrativa, mas também faz parte de um movimento social ao congregar mais elementos, que envolvem a comunidade, como a presença até de pessoas que não são católicas ou cristãs”, explica o religioso

Eventos como a festa junina das paróquias confundem em relação a quermesse. “As quermesses são eventos promovidos pela Igreja, independente do período do ano, portanto, quando uma igreja realiza uma festa junina ela aproveita das características típicas do evento (gastronomia, música, brincadeiras) para realizar uma quermesse”, diz.

O padre comenta que chama atenção o fato de a festa que, por muito tempo, foi levada como popular, mas se deu por institucionalizada. “No Nordeste, as pessoas acendem fogueiras nas ruas em uma celebração da própria vizinhança. Aqui em São Paulo, vejo que houve uma institucionalização das festas, que adotaram outras posturas mais por conta da arrecadação de fundos”, explica. Para o padre, festas juninas  que iniciam em maio são um dos exemplos de como a festividade modificou a sua essência, indo além dos valores familiares e religiosos.

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