Estamos nos programando para sermos adultos doentes, alerta especialista

O Dia Mundial da Saúde, celebrado neste sábado, 7 de abril, o brasileiro não tem lá muito o que comemorar. Pelo menos é o que garante Alice Lang Simões Santos, presidente da regional da APM (Associação Paulista de Medicina) de Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

A opinião da médica remete ao hábito alimentar de homens, mulheres e, em especial, crianças. Ao invés da comida saudável e na quantidade ideal a população tem ido na contramão. “Nesta data não podemos dizer que estamos mais saudáveis. Estamos nos programando para sermos adultos doentes. É preciso investir muito mais em hábitos saudáveis”, aponta a médica, que atua como coordenadora do Programa de Saúde da Criança e do Adolescente da Prefeitura de Santo André.

O ponto de vista citado faz coro à última pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre a antropometria e estado nutricional de crianças, adolescentes e adultos no Brasil. Em linhas gerais, o estudo, divulgado no segundo semestre de 2010, apresenta um dado preocupante: quase 50% dos brasileiros, na idade acima de 20 anos, está acima do peso.

Neste caso, o grande vilão é uma soma perigosa entre hábitos nada saudáveis na hora de comer aliado à falta de exercícios físicos. “O brasileiro, de uma maneira geral, consome muitos alimentos industrializados, que possuem excesso de sódio e gordura. É até gostoso, mas faz muito mal à saúde”, explica a médica. O açúcar, outro elemento sugestivo aos olhos e paladar, é outro que deve ter total atenção na hora do consumo.

Neste caso, a dica fica por conta da alimentação o mais natural e saudável possível, desde um simples tempero até o consumo de legumes e frutas, diminuindo a carga de gorduras. “Precisamos avançar mais na prevenção de problemas. Hoje em dias temos cirurgias cada vez mais sofisticadas, como as cardíacas por exemplo, mas há um sério problema de diabetes e triglicérides na população”, conclui a médica.

Estresse
Outro agravante quando se fala na baixa da saúde do brasileiro diz respeito ao esgotamento físico, principalmente mental, cada vez mais presente na correria do dia a dia. O estresse é outro vilão da saúde do brasileiro. Aumenta a pressão arterial e diminui, comprovadamente, a imunidade corporal.

“É preciso ter incentivo por parte do poder público com relação à atividade física. Basta ver que nem todo mundo tem possibilidade de treinar em uma academia”, cita a médica.
 

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