Auxiliares apontam da falta de salários em escolas estaduais em Santo André

Grupo tentou falar com a Diretoria de Ensino e mesmo acompanhado da equipe do Viva ABC, não foram recebidas (Foto: Reprodução/Viva ABC)

Funcionários da área da limpeza de 70 escolas estaduais localizadas em Santo André reclamam sobre a falta de pagamento pelos serviços prestados. Segundo as denunciantes, os salários que deveriam ser pagos no quinto dia útil de junho não chegaram nas contas. A principal reclamação é sobre a empresa SM Service System Terceirizados LTDA, responsável pelo serviço nos equipamentos públicos, que teria recebido os valores para os pagamentos, mas não os fez.

Segundo as denunciantes, o grupo foi contratado no dia 9 de maio e a empresa teria recebido os valores para pagar os salários no dia 26 de maio, e os pagamentos deveriam ser feitos até o dia 7 de junho, porém, os vencimentos não foram feitos. Apenas os servidores que têm o cartão do Bilhete Único receberam os valores referentes ao vale transporte.

“É um absurdo o que está sendo feito, trabalhamos e não recebemos. Tem muita gente passando necessidade, tem uma menina que está grávida de três meses e que diz que não está recebendo há oito meses. Eu mesmo já consegui arranjar um novo emprego, mas eu quero receber pelo que eu trabalhei”, disse Ana Paula Cerqueira de Oliveira, 34 anos, moradora de Santo André e que já procurou um advogado para ter os seus direitos.

Nesta semana houve um protesto na Diretoria de Ensino de Santo André para tratar sobre o caso, porém, o grupo de manifestantes não foi recebido. A reportagem pediu esclarecimentos para a Secretaria Estadual de Educação, em nota informou “que os pagamentos à empresa terceirizada foram feitos corretamente pela Seduc-SP. No entanto, a empresa atrasou o pagamento dos salários e benefícios aos funcionários contratados, sob sua responsabilidade”.

“A Diretoria de Ensino da região já enviou duas notificações à empresa. Esclarecemos que, quando ocorre o descumprimento das obrigações contratuais, há a necessidade de três notificações. Após cinco dias sem que a questão se resolva, é possível fazer uma contratação emergencial, coma  suspensão do contrato”, concluiu a Secretaria.

Outro ponto de preocupação relatado por Ana Paula é que houve um pedido da empresa para que os reclamantes assinem o pedido de demissão, algo que ninguém fez para exatamente conseguir os valores dos salários atrasados. Outro ponto discutido é o cargo colocado em carteira. Segundo a servidora, todos foram contratados como “faxineiros” e o correto seria “auxiliar de serviços gerais” ou “auxiliar de limpeza”.

“Eu deixei de trabalhar na empresa que faz os serviços gerais nas escolas municipais de Santo André, pois acreditei que a SM era uma boa empresa e que pagava direitinho”, resumiu Ana Paula que trabalhava na Escola Estadual Marechal Juarez Távora, localizada na rua das Figueiras, no bairro Campestre.

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