Para Admir Ferro, Claudinho foi vítima de “golpe de um grupo político”

Em menos de 24 horas Claudinho da Geladeira (PSDB) passou de prefeito afastado para prefeito de Rio Grande da Serra. O tucano retomou oficialmente ao seu trabalho nesta sexta-feira (17/9) e em sua primeira fala após mais um capítulo da crise política da cidade, o tucano afirmou que quer pregar a união com o Legislativo. O secretário de Governo, Admir Ferro (PSDB), considera que Claudinho foi vítima de um “golpe de um grupo político”.

Sem citar nomes, Admir afirmou que um grupo político do município trabalhou pelo afastamento do prefeito de maneira temporária (90 dias), algo que foi descartado por um mandado de segurança. O secretário considera que o único de Claudinho foi “confiar demais” em pessoas que se tornaram seus adversários políticos. Em determinado momento o tucano falou sobre a área da Educação como um exemplo, pasta está que foi comandada pela vice-prefeita Penha Fumagalli (PTB), uma das integrantes do grupo que rachou politicamente com o chefe do Executivo.

Admir Ferro acabou como o principal porta-voz do retorno de Claudinho para a Prefeitura (Foto: Reprodução)

“Não posso dizer que a vice é a líder de um projeto desse (do afastamento de Claudinho), se bem que ela é diretamente agraciada com a cassação dele, mas eu não posso dizer que seja ela, eu não posso dizer quem é o líder disso. Agora, que existe um grupo querendo a cassação dele, existe. Agora, não quero dizer que os nove (vereadores) que votaram na CEI (Comissão Especial de Investigação, o mesmo que uma CPI) fazem parte desse grupo. Pode ser que existam dois ou três que participam desse grupo de pré-cassação, mas a maioria não é, pelo que eu sinto a maioria não é”, explicou o secretário.

O atual grupo de oposição no Legislativo é formado por: Agnaldo de Almeida (PL); Benedito Araújo (PSB); Bibinho (Cidadania); Israel Mendonça (PDT); Marcelo Cabeleireiro (PSD); Raimundo Pulú (PSD); Marcos Costa Tico (DEM); Claudinho Monteiro (PTC); e o presidente da Câmara, Charles Fumagalli (PTB).

O pedido de afastamento por 90 dias foi pedido por Claudinho Monteiro, com base na mesma regra constitucional que visa o afastamento de quem ocupa a presidência da República em caso de admissibilidade do processo de impeachment. No caso de prefeito, tal regra não existe, tanto que Claudinho da Geladeira poderá seguir normalmente no cargo até a resolução dos dois processos de cassação que tramitam na Câmara, um de denúncia sobre questões administrativas e o segundo sobre as denúncias na área da Saúde.

Sobre o segundo ponto, Admir Ferro considera que não há nada no relatório da CEI que indique participação direta do prefeito reempossado nos problemas na vacinação contra a Covid-19 e na contratação de um suposto médico sem registro oficial.

“Não tinha nada que eles colocaram lá (no relatório) que nos afeta. Você vê que a sessão foi uma sessão que passou por cima de muita coisa, tanto que o mandado de segurança conseguiu garantir o nosso retorno hoje”, completou o chefe do Executivo.

União

Claudinho da Geladeira escolheu um tom moderado para tratar de seu retorno. Mesmo “surpreso” com a atitude dos vereadores, o prefeito quer tentar o diálogo para reconquistar a maioria do Legislativo e assim criar uma governabilidade, algo que o tucano não consegue ter há alguns meses.

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