Aglomerações em bar de Diadema incomodam moradores

Moradores já denunciaram o estabelecimento diversas vezes (Foto: Reprodução/ Google Maps)

Moradores do bairro Parque Real, em Diadema, estão exaustos com os frequentes eventos no bar chamado Penachinho, situado na Av. Doutor Ulisses Guimarães, altura do nº 865. Segundo os reclamantes, apesar do lockdown noturno, o bar continua com festas clandestinas e aglomerações, o que tira o sossego de quem vive na região.

Um morador do bairro, que preferiu não ser identificado, relata que o estabelecimento não tem respeitado as determinações do Governo do Estado. “Quase todos os dias acontece alguma coisa, seja música, festas ou aglomerações com pessoas bebendo”, conta.

Segundo ele, os moradores já fizeram diversas denúncias, mas nada é feito. “Já entramos em contato com a GCM (Guarda Civil Municipal) e Polícia Militar, e mesmo assim, o estabelecimento fica aberto todos os dias”, relata o reclamante.

O reclamante conta, ainda, que o dono do bar ameaça os moradores. “Ele diz que se souber quem foi o denunciante, tomará as providências. Vive xingando os moradores, é um absurdo” reclama.

Procurada, a Polícia Militar esclarece que segue em apoio aos órgãos estaduais e municipais competentes para a fiscalização de aglomeração em estabelecimentos comerciais. “As denúncias contra festas clandestinas e funcionamento irregular de serviços não essenciais podem ser feitas pelo telefone 0800-771-3541 ou e-mail ao Centro de Vigilância Sanitária (secretarias@cvs.saude.sp.gov.br ) e também pelo site do Procon (procon.sp.gov.br)”, explica o órgão.

Já a Prefeitura de Diadema, não se manifestou até o fechamento desta reportagem.

Atualização 26/04/2021

O dono do estabelecimento, Josimar Matos, entrou em contato com a equipe do RD nesta segunda-feira (26/4) e, segundo ele, nenhum tipo de aglomeração ocorre no bar desde o início do ano. “Eu moro na parte de trás do bar com mais 4 pessoas e não fazemos nenhum tipo de festa desde o ano passado. Meu estabelecimento não é só um bar, trata-se de uma mercearia e de um restaurante. A polícia já nem vem mais aqui porque sabe que nada de errado está sendo feito” explica Matos.

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