Sinpro ABC articula atos de mobilização contra Universidade Metodista

Protestos foram realizados no ano passado sobre este assunto (Foto: Divulgação)

Sem respostas da Universidade Metodista sobre os problemas de salários e outros direitos atrasados dos professores e demais funcionários, a direção do Sinpro ABC (Sindicato dos Professores do ABC) em assembleia realizada virtualmente neste sábado (15/08) decidiu que irá articular com outras entidades sindicais que tem a instituição de ensino em sua base um protesto virtual com paralisação. A expectativa é que o ato ocorra em setembro.

Nesta semana ocorreu nova rodada de negociações com a direção da Universidade, porém, não houve respostas sobre os salários atrasados de 2019 e 2020, o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) desde 2015, o pagamento do 13º salário e das férias do ano passado.

“Não foi possível apresentar qualquer tipo de informação na assembleia, pois, não teve resposta. Acreditamos que do mesmo jeito que no ano passado vamos ficar sem o 13º salário e com os salários atrasados neste ano. A paciência dos professores acabou faz tempo e agora vamos nos mobilizar”, explicou Edilene Arjoni Moda, presidente do Sinpro ABC.

A educadora e sindicalista relatou que atualmente é pago 50% dos salários, porém, sem qualquer tipo de acordo para a redução de jornada na mesma proporção. Por decisão interna, o Sindicato protocola mensalmente na Justiça um processo de salários atrasados referente a metade não paga.

A estimativa é de que cerca de 300 professores em todas as unidades estejam com este tipo de problema, sendo que alguns chegam a receber valores que “nem sabem qual é a origem”, segundo Edilene. Internamente chegou a ser informado que a Universidade Metodista tinha um terreno que venderia para pagar as dívidas, mas a venda não ocorreu. Também houve o relato da direção de que a pandemia do novo coronavírus também atrapalha no momento de arrecadar o montante devido.

Nova reclamação

Até a última sexta-feira (14/08), os professores também esperavam uma resposta da Metodista sobre um fato que está ocorrendo nos últimos dias. As aulas virtuais contam com um número maior de alunos. Assim, um educador de um estado acaba dando aulas para um aluno de outra unidade da Federação, algo que também está irritando o Sinpro ABC que também vai incluir está pauta na futura mobilização.

Outro lado

A reportagem procurou a Universidade Metodista para tratar sobre o assunto. Em nota, a instituição afirmou que “foram apresentadas propostas de acerto com os professores para pagamento dos valores referentes ao fim de 2019 em oito vezes e a partir de agosto e dos valores dos meses iniciais de 2020 em seis vezes a partir de setembro”.

Sobre as reclamações do corte dos salários sem a redução de jornada de trabalho, a reitoria afirma que os educadores trabalham por hora e com as atribuições de aula, e que neste caso não se aplica redução de jornada para os docentes.

Ao confirmar os atrasos de salários a Metodista afirma que o período é entre o fim de 2019 e alguns meses de 2020 que serão pagos de forma parcelada, após acordo com o Sinpro ABC. Nenhum curso foi prejudicado até o momento por causa destes problemas. Mesmo assim, relatou problemas com a inadimplência.

“A inadimplência aumentou no mercado como um todo, bem como no setor educacional, acompanhando a tendência de crise causada pela pandemia. Não há exercício fechado no período que permita responder à questão relativa a resultados financeiros. A inadimplência é real e a Universidade Metodista está negociando com cada aluno para tentar recuperar as perdas realizadas e permitir a rápida rematrícula de todos os veteranos”, explicou a instituição que negou que haja no momento riscos de demissões.

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