Enfermeira mostra rotina dos profissionais no enfrentamento à covid-19

A enfermeira do CHM (Centro Hospitalar Municipal), Luana Secafem, mostra como é a rotina dos profissionais de enfermagem que lidam diretamente com os pacientes da covid-19 e dá dicas importantes de como se prevenir da doença e como utilizar corretamente as máscaras de tecido.

Com o afrouxamento e a volta de alguns comércios, diz, as pessoas precisam ter a consciência do uso adequado da máscara e higienização das mãos e máscara, que não é tiara, não é para usar no queixo, mas para proteger as vias aéreas. “Importante que eu demonstre para os outros que estou usando e orientar de uma forma respeitosa e carinhosa as outras pessoas sobre como usar o acessório corretamente. A gente orienta pacientes, é muito comum ver gente usando máscara com o nariz de fora, não adianta nada, não protege. Por isso é importante sempre orientar, a educação não pode ser imposta”, explica a enfermeira.

Luana explicou que a máscara nunca deve ser tocada, exceto pelos elásticos. Ao retirar nunca se deve colocar a máscara com a parte externa sobre as superfícies, e lavá-la com água e sabão. Se a pessoa tem apenas uma máscara, usou por pouco tempo e vai precisar dela de novo, mas não há tempo de lavar e secar, ela pode ficar em um local arejado ou mesmo guardada em um saco de papel.

Outra dica já conhecida, mas muito importante, é lavar as mãos com muita frequência, mas não apenas molhar, usar água e sabão. Mesmo depois disso, usar o álcool em gel com uma solução de 70% de concentração é também medida obrigatória. Outras dicas importantes são: não entrar em casa com o sapato e trocar as roupas que usou na rua. “Importante não transitar com o sapato da rua dentro de casa. Pode lavar a sola do calçado, quando chegar em casa não deitar no sofá ou cama com a roupa que usou na rua. Precisa criar o hábito de manter a higienização constante”, explica.

Luana mostrou como é a rotina dos profissionais de enfermagem no CHM. Em vídeo, relata que, depois de chegar ao trabalho e colocar seu uniforme, máscara e touca, ela pega com sua gerente o macacão impermeável, a máscara N95 e o protetor facial face shield, e somente depois de toda paramentada é que vai cuidar dos doentes. “Em média no meu plantão atendo de quatro a cinco pacientes por dia; num plantão de 24 horas, de seis a oito pacientes”, relata a profissional.

Luana conversa com alguns padientes, a maioria relata que não acreditava que pudesse se infectar. “A maioria não acreditava, alguns dizem que achavam que não pegariam porque não frequentam hospital”, reproduz.

A enfermeira, foi também uma das profissionais de saúde que testou positivo para a covid-19, ela teve que se isolar da família. Agora recuperada e morando provisoriamente na casa de uma colega também enfermeira ela conta que o distanciamento da família é difícil, mas necessário. “Se ausentar, ficar longe do meu filho é muito difícil para mim. Também tem meus pais que são idosos. Estou na casa de uma colega que me recebeu bem. Nós fazemos isso por vocês, essa é a nossa missão. Para que isso possa acontecer (nos abraçar) é necessário que hoje eu faça a prevenção. Quem ama protege e se protege”, finaliza.

 

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