No Ceará, mãe vê bebê na UTI por tablet

A bebê Laila Vitória fez 3 meses dia 28 com a mãe do outro lado do tablet. Nascida com um problema no intestino, a menina está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e já fez cinco cirurgias. Desde o começo de abril, a Maternidade-Escola Assis Chateaubriand, em Fortaleza, reduziu as visitas por causa da pandemia e passou a fazer vídeo chamadas com as mães. O hospital, que faz parte da Universidade Federal do Ceará, afirma que entende a importância do contato, mas que o melhor para a saúde dos internados era diminuir o fluxo de pessoas nas UTIs.

“As mães não são proibidas de visitar, mas muitas são do interior do Estado e têm dificuldade porque os carros das prefeituras que as traziam para o hospital foram suspensos”, diz Socorro Leonácio, psicóloga da maternidade. Segundo ela, já há mães que testaram positivo e é grande o risco de infecção dos bebês.

O Método Canguru, política incentivada pelo Ministério da Saúde, preconiza que mãe e bebê internado na UTI fiquem a maior do tempo juntos para favorecer o vínculo, reduzir o risco de infecção hospitalar, o estresse e a dor do recém-nascido, entre outros benefícios.

A mãe de Laila, a costureira Vanessa Costa, diz que entende a restrição porque teme que a filha se contamine. “Será que todas as mães teriam a consciência de não ir visitar se tivessem com sintomas?” Antes da pandemia, ela visitava a bebê todos os dias. “A chamada ameniza a dor.”

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