Governo da Colômbia é criticado por violenta repressão a protestos

Apesar da repressão policial, as manifestações continuaram neste domingo, 24, nas ruas da Colômbia, pelo quarto dia consecutivo. No sábado, 23, milhares de pessoas se concentraram nas principais cidades do país para protestar contra o governo de Iván Duque. Dylan Cruz, um jovem de 18 anos, foi gravemente ferido na cabeça por um policial e está em coma – o jovem acabou se tornando símbolo dos protestos.

O governo colombiano tem sido criticado pela violência da repressão. Hoje, em vários pontos da capital, policiais dispararam bombas de gás lacrimogêneo contra grupos que protestavam pacificamente. Ontem, uma concentração de estudantes cantando o hino nacional foi dispersada abruptamente, em um dos mais violentos episódios de repressão.

A Defensoria do Povo expressou sua “preocupação com o uso excessivo da força e a procuradoria-geral abriu uma investigação sobre as ações da polícia. Deputados colombianos pediram hoje que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos investigue violações cometidas na Colômbia.

Testemunhas afirmam que o estudante Dylan Cruz foi atingido na cabeça por um policial a menos de 10 metros de distância. O local onde ele foi atingido ficou sujo de sangue e manifestantes colocaram flores e pedras em homenagem ao jovem.

A equipe médica do Hospital San Ignacio informou que Cruz apresenta um trauma cranioencefálico penetrante, causado por um elemento contundente. Após chegar ao hospital, ele teve uma parada cardiorrespiratória, precisou ser reanimado e permanece internado na UTI.

Presidente convoca diálogo

Duque lamentou o incidente e convocou um diálogo nacional com prefeitos e governadores para discutir “questões sensíveis”. Entre as pautas estão temas como corrupção, proteção ao meio ambiente e como garantir crescimento com igualdade.

“Ordenei uma investigação urgente deste caso (Dylan Cruz) para esclarecer rapidamente o que aconteceu e determinar responsabilidades. Nossa solidariedade está com sua família”, afirmou o presidente colombiano no Twitter. (Com agências internacionais)

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