ABC prepara ações para prevenção ao suicídio

No próximo mês começa uma série de ações voltadas para a prevenção ao suicídio. O Setembro Amarelo marcará um período de palestras, cursos e campanhas para auxiliar pessoas que passam por problemas que podem levar o ser humano a óbito. Em entrevista ao RDtv, nesta segunda-feira (19), a integrante dos GTs (Grupos de Trabalho) da Pessoa com Deficiência e LGBT do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, Patrícia Moretti, falou sobre os projetos regionais e também sobre a Política Nacional para Prevenção da Automutilação e do Suicídio.

Sancionada em abril deste ano, a lei prevê que os integrantes de serviços públicos possam realizar notificações de possíveis casos de pessoas com tendência ao suicídio, levando as mesmas para equipamentos públicos para o atendimento psicológico. Algo planejado desde 2005 com uma série de ações voltadas ao tema, inclusive os atos que serão realizados no próximo mês.

Patrícia também alertou sobre os problemas que ocorrem na população LGBT (Foto: Amanda Lemos)

“O suicídio é um tabu, como já foi o câncer, já foi a AIDS. O que percebemos é que falar é a melhor solução, a gente precisa falar sobre o tema para poder prevenir, para poder fazer ações que evitem essa situação. E o Setembro Amarelo está aí para ajudar, para poder conscientizar, para sensibilizar as pessoas sobre a importância de falar sobre o tema”, disse Patrícia.

O Consórcio Intermunicipal promoveu na semana passada um seminário em que se falou para uma série de entes do poder público sobre medidas que podem ser realizadas para realizar os atendimentos ao público sobre o assunto. Em Santo André, por exemplo, a Prefeitura realizará no dia 6 de setembro o 3º Fórum de Prevenção do Suicídio, no Teatro Municipal. No dia 14, haverá uma caminhada de sensibilização no calçadão da Oliveira Lima.

A ideia é tratar do assunto principalmente em uma época que os números são alarmantes. Segundo Patrícia, entre os jovens, um consegue tirar a vida após 200 tentativas. Os casos aumentam entre os idosos. Os dados apontam que ocorre um atentado a própria vida a cada quatro tentativas.

“A Organização Mundial da Saúde (OMS) fala que 90% dos casos de suicídio poderiam ser evitados, porque estão diretamente relacionados à situação da Saúde Mental e a depressão aparece fortemente em todas as faixas etárias, desde a infância até as faixas mais avançadas como um dos pontos que levam ao suicídio. Precisamos falar, precisamos melhorar a nossa rede de atendimento e sim, desabafar é a melhor solução”, explicou.

Além dos trabalhos das prefeituras, outra entidade que também realiza ações de prevenção é o CVV (Centro de Valorização da Vida), que presta atendimento telefônico no número 188 para as pessoas que querem desabafar sobre seus problemas e que buscam ajuda nos voluntários da entidade que presta este serviço há quase 60 anos.

 

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