Vermelhidão no rosto pode ser doença

(Foto: Arquivo Pessoal)

Ao contrário do que muita gente pensa, a vermelhidão na face pode não ser sinal de vergonha ou emoção. Os pontinhos vermelhos excessivos, sensação de ardência e hipersensibilidade na pele podem denunciar a rosácea, doença inflamatória crônica que atinge, principalmente, a região central do rosto, causa bastante desconforto ao paciente e não passa rápido.

As causas da rosácea ainda estão em estudo, mas já se sabe que existem alguns gatilhos, como mudanças bruscas de temperatura, bebidas e alimentos quentes e consumo de condimentos. A dermatologia alerta, no entanto, que é importante estar atento para diferenciar a vermelhidão causada por emoções da proveniente da rosácea. “O flushing (avermelhamento) causado pela rosácea não é igual ao da vergonha, por exemplo, que é passageiro. Na rosácea, o vermelho vem e demora acabar”, afirma Domingos Jordão Neto, dermatologista do Hospital Cristóvão da Gama, em Santo André. Outro fator que piora a condição é a exposição ao sol, que funciona como vasodilatador e estimula a vermelhidão.

A doença pode evoluir para graus mais graves, com aparecimento de pústulas que, a princípio, podem ser confundidas com acne. O médico reforça, no entanto, que as condições são diferentes e, enquanto a acne costuma aparecer em adolescentes, a rosácea é mais comum em mulheres, principalmente após os 30 anos. Outros casos mais raros da doença são a rosácea granulomatosa, diagnosticada por meio de biópsia, e a rosácea fulminante, forma mais rara e grave da doença, que gera placas hemorrágicas na pele. Nos homens, a rosácea fimatosa é mais comum, e ocasiona aumento nos vasos e glândulas sebáceas do nariz.

Quando não tratada e avaliada de perto por especialistas, a rosácea pode atingir outras regiões, como os olhos. No caso da forma ocular da doença, o que ocorre é uma irritação, que causa coceira, vermelhidão e pode ocasionar lesões na conjuntiva. “A detecção precoce é muito importante para que o paciente não trate o resto da vida como conjuntivite bacteriana”, alerta o dermatologista que recomenda acompanhamento duplo, com auxílio de oftalmologista.

Tratamento

O tratamento da rosácea é feito, principalmente, com aplicação de produtos para a pele, filtro solar de toque extrasseco. Além disso, evitar os gatilhos. Em casos mais sérios, antibióticos podem ser receitados, além de intervenções a laser para secar os vasos sanguíneos inflamados. O dermatologista alerta para a hipersensibilidade da pele com rosácea, que é sujeita a constantes irritações, e recomenda uso consciente de dermocosméticos, com acompanhamento de profissional. “O tratamento da rosácea é médico, não tem jeito. O uso indiscriminado de dermocosméticos pode piorar o quadro, já que a pele com rosácea é sensível e o que funciona em uma pessoa pode não ser tão eficiente para a outra”, explica.

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