Gestores dizem que há apetite de estrangeiros por papéis do banco

Os papéis que o BNDES pretende colocar no mercado vão além da Petrobrás e da JBS. Também estão no radar as participações na Vale (R$ 16,531 bilhões), na Copel (R$ 2,233 bilhões) e na Cemig (R$ 1,267 bilhão). A fatia de R$ 9,3 bilhões na Eletrobrás deverá ficar mais para a frente, em função do desenho da privatização da estatal. “Gestores mais específicos têm capital para absorver esses papéis”, disse Sérgio Machado, sócio-gestor da SF2 Investimentos.

Machado, assim como João Paulo Reis, da gestora carioca Venture Investimentos, vê apetite de investidores estrangeiros. O mercado nacional pode ficar atrativo no cenário global, já que o Fed, o banco central dos Estados Unidos, cortou os juros na quarta-feira e a economia brasileira tende a entrar em aceleração num momento em que os demais países veem o crescimento perder fôlego. Além disso, o avanço da reforma da Previdência, a inflação baixa, os juros em queda e uma agenda de incentivo à economia levam mais investidores brasileiros para as ações.

“O período de alta pode ser até melhor do que o de 2006 e 2007”, disse Reis, lembrando os anos de boom na Bolsa.

Por outro lado, segundo três executivos que já acompanharam a gestão da carteira de participações do BNDES, a estratégia dos técnicos do banco de fomento, sempre com foco no retorno de longo prazo, costuma ser cautelosa ao avaliar os preços mínimos de venda de ações. Há um ano, durante o período eleitoral, quando as cotações das ações preferenciais da Petrobrás chegaram abaixo de R$ 20,00 – ante o nível de R$ 26,00 dos últimos pregões -, os gestores do BNDES chegaram a suspender as vendas, disse uma das fontes, sob a condição do anonimato.

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